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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR - Por Vicente Almeida

E VIVA A BANDALHEIRA NA EDUCAÇÃO!

Esta professora merece destaque, pois, do púlpito da Assembléia Legislativa RN ousou desafiar as instituições governamentais com a verdade, nada mais que a verdade. Mas ela não falou somente para aquela Assembléia. Falou para o Brasil e para o mundo.

Gostaria que os homens do Brasil tivessem a coragem e a desenvoltura desta garota para tratar de um tema tão marginalizado quanto é a educação neste país.

Ousadia não é atrevimento é destemor. É assim que algumas pessoas, mesmo diante dos preconceitos do medo e da dor defendem aquilo em que acreditam.

Como disse Aristóteles: A coragem é a primeira qualidade humana, pois, garante todas as outras.



O Desrespeito e a anarquia na educação estão em alta. O professor não manda mais no aluno, não pode mais dar a nota que ele merece, mas a nota que os pais determinam mesmo que eles cheguem a Universidade, sem saber ler ou escrever. Aliás sem saber si quer a funcionalidade das contas: Somar, Multiplicar Dividir ou Subtrair.

E a caligrafia?! Que caligrafia? Os alunos de hoje nem sabem ler o que escreveram! E chegando a Universidade pagam a terceiros para fazer seus trabalhos, e até mesmo a sua monografia. Poderemos confiar nessa gente?

Que saudades dos meus tempos de criança! Na década de 1950. Lembro do meu primeiro ano escolar e o meu primeiro livro de leitura: "Criança Brasileira", de Theobaldo Miranda. Naquele livro aprendi a ler, escrever e contar.




LEMBRO como hoje, da primeira leitura daquele livro, embora já tenham transcorrido quase 60 anos. Começava assim:


JULINHO:

"Você conhece Julinho? Sabe quem é Julinho? Não? Leia então este livro. Você vai conhecer a história de um menino de valor. Julinho tem oito anos de idade, e sabe ler, escrever e contar direitinho..."

E por ai vai...

Para mim, aquele período foi marcante. Não sei se meus contemporâneos, curtem aquelas lembranças como eu.

Foi assim que dei os primeiros passos para ajudar a construir uma grande nação, o Brasil do futuro, mas com o sistema educacional implantado nos dias atuais, dificilmente teremos futuro.

A anarquia começou há bastante tempo por que os governos tem distribuídos nossas divisas pelos canais errados.

Como pode ser uma sala de aula sem equipamentos e materiais necessários ao aluno? E aqui me refiro ao aluno desprovido de recursos, para não dizer "pobre". 

Some-se a isto a arrogância e o protecionismo excessivo de muitos pais, que, pensando deter o poder nas mãos, mal sabem o dano que estão causando ao filho que pode não ter futuro. E aqui estou falando dos abastados.

Quero prestar minha solidariedade e homenagem ao "MESTRE" neste seu dia!

Professor! PARABÉNS pelo seu dia. Sei que em sala de aula, e com todas as dificuldades a vista, você se articula para tentar passar aos alunos um ensino de qualidade, uma orientação positiva e segura... E conseguiria se sua atividade não fosse guilhotinada pela incompetência de ordem pública no que se relaciona a educação neste país continente.

A CULPA PELA BANDALHEIRA NA EDUCAÇÃO, NÃO É SUA. TRANQUILIZE-SE. TENHA UM FELIZ DIA DO PROFESSOR!

Texto: Vicente Almeida
15/10/2012

2 comentários:

  1. Eh...

    Infelizmente, gerações ainda passarão até que se compreenda que o dinheiro público não pertence aos políticos nem aos governos.

    O dinheiro publico pertence ao povo e os governos devem apenas administrá-lo fazendo-o retornar em forma de benefícios. É para isto que são eleitos.

    O Brasil é trilhiardário. Poderíamos ter a melhor politica social do mundo se a ganancia política não retivesse para si, mais de noventa por cento desses recursos.

    Os alunos não precisariam remover carteiras de uma para outra sala de aula, nem estudar sentado no chão. Os professores não precisariam se cotizar para pagar a conta de energia da escola.

    Aqui ainda é assim: Quem trabalha ganha quase nada, e quem não trabalha mas detém o poder e faz as leis toma daqueles que quase nada tem.

    Até quando... Até quando?

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    1. Estou afastada de sala de áula há uns 6 anos. Sempre comentei com colegas e alunos que não deixaria de ensinar porque meu trabalho só me enriquecia mas o destino me colocou diante de uma situação que eu deveria optar. Já era tempo de me aposentar e minha irmã já estava em fase crítica diante do ALZHEIMER. Lutei enquanto pude mas não dava mais para conciliar o trabalho e a responsabilidade de cuidadora. Não me arrependo da decisão. Hoje tenho plena consciência que fiz tudo que estava ao meu alcance. Lamentei sobretudo por me afastar do convívio com a língua francesa que eu ensinava com tanto carinho. Hoje vejo que não perdi muita coisa. Os melhores alunos que dominam o francês fluentemente ainda me procuram nos eventos e eu me sinto muito gratificada. Nunca esperei grande coisa em relação à remuneração,quando optei por ensinar já sabia que era uma profissão nada bem paga e muito mal reconhecida. No meu caso o reconhecimento vem daqueles que tiveram a oportunidade de aprender a língua mais doce, suave e culta desse mundo.

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