OBRIGADO PELA VISITA

O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

sábado, 19 de janeiro de 2013

VOCÊ SABIA? - Por Vicente Almeida

Quando já temos tudo e queremos mais, corremos o risco de perder tudo o que já conquistamos. A ânsia louca do "Quanto mais melhor", as vezes nos faz esquecer de administrar e usufruir o que já possuímos. "Vicente Almeida"

Texto: Vicente Almeida
19/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CARIDADE - O QUE É MESMO? - Por Vicente Almeida

VOCÊ SABE O QUE É CARIDADE?

dois mil anos, quando Jesus encarnou na Terra, com o fim de promover a evolução da humanidade, não escreveu uma única palavra para a posteridade, mas deu exemplos de amor como nunca houve antes nem haverá depois dele. Ele foi o separador das águas, as que passaram e as que estavam por vir.

Para início de conversa, Ele deixou claro a que veio ao pronunciar:

"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas: EU não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento"

"Por que EU vos digo em verdade, que o Céu e a Terra não passarão, nem mesmo um jota ou um til antes que tudo que está na lei seja cumprido perfeitamente".

Isto quer dizer de forma clara e cristalina, que as leis estabelecidas desde toda a eternidade, a se cumprirem em relação ao planeta Terra são realmente imutáveis, e nós, simples mortais, não temos nenhum poder sobre elas, não importando a que conceito religioso pertençamos, mesmo que tenhamos um poder econômico avassalador, dá no mesmo! Não somos nada! 

Deus está acima de tudo com sua misericórdia infinita ainda que não seja compreendido,  nada conquistaremos em caráter duradouro, se não usarmos de caridade com nossos semelhantes. Essa é a lei.

Quando a lei sofre modificações adaptando-se a cada época, não podemos dizer que é uma lei de Deus, mas uma lei civil ou disciplinar, estabelecida para um povo ou nação. A lei mosaica era assim, dividida em duas partes distintas: Uma invariável promulgada no Monte Sinai - Era a lei de Deus que chamamos de "Os dez mandamentos". A outra foi estabelecida pelo próprio Moisés, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, modificava-se conforme as necessidades evolutivas das gentes.

E você já começa a perguntar: E onde entra a caridade neste texto?

Bom, estamos falando sobre Jesus, que ensinava a prática da caridade, independente da utilização de dinheiro! Ele jamais mencionou essa necessidade para se tornar um benfeitor. Na verdade Ele sugeria que devíamos nos doar em cada ato praticado em benefício de um irmão.

Observo que você poderá achar muito difícil se doar juntamente com o ato praticado! Melhor dizendo, talvez nem entenda o que estamos tentando dizer. As palavras de Jesus nem sempre podiam ser entendidas de forma literal. É preciso abrir o coração e a mente para conseguir uma luz de compreensão e esta luz certamente virá... Se você assim o desejar!

Doar-se é: Ao praticar uma boa ação, inserir nela seus melhores pensamentos e seu carinho proporcionando bem estar ao beneficiário.

Doar é: Enviar algo que possa ajudar alguém, sem se preocupar em  atingir sua meta, isto é; sem nenhuma centelha de amor. Doar é também se desfazer de coisas inúteis para si... Mas mesmo este ato de doar, poderia se tornar um DOAR-SE, se o autor inserir pensamentos amorosos em favor daquele ou daqueles que venham a receber sua oferta.

Certo dia, quando Jesus pregava mais um dos seus sermões esclareceu a forma como seus pupilos, ou seja; NÓS seriamos julgados. Ele disse que seríamos apartados, uns à direita e outros a esquerda.

E o Senhor dirá aos que estiverem à sua direita, benditos sois, vocês foram destinados a usufruir das delícias meritórias a que fizeram jus por haverem cumprido a lei estabelecida desde o principio dos tempos.

E  aos que estiverem a sua esquerda dirá: Apartai-vos de mim. vocês serão destinados a tormentos inesquecíveis, por não haverem cumprido a mesma lei, embora tenham sido intensamente estimulados fazê-lo.

E os da direita exclamarão; Senhor, não lembramos quando cumprimos a tua lei. E Ele  lhes dirá: Toda vez que alimentastes, que deste de beber, que hospedastes, que vestistes, que visitastes um enfermo ou um encarcerado, em verdade vos digo que foi por amor a mim que o fizeste, por acreditar que verdadeiramente sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao PAI se não por mim. 

E os da esquerda por sua vez exclamarão; Senhor. não lembramos quando e como deixamos de cumprir a tua lei. E Ele lhes dirá: Toda vez que deixastes de alimentar, que negastes de beber, que negastes abrigo, que negastes uma vestimenta, que te furtastes a visitar um enfermo ou um encarcerado, foi por desamor a mim que NÃO o fizeste, por te julgares acima da lei usando os estigmas do vício na matéria, em forma de orgulho, vaidade e egoísmo.

Nesta passagem evangélica contida em Mateus, capítulo 25, Jesus deixou bastante claro que a caridade é o único passaporte possível para acesso sereno às delícias do paraíso. E aqui não estamos falando do paraíso celeste onde o laser seria eterno, segundo o entendimento dogmático, característica  de muitas religiões. 

O paraíso de que falamos, se reflete no estado de espírito, aquele que nos proporciona indizível bem estar por haver praticado algo bom e agradável. Assim se sentirão aqueles separados à direita.

Da mesma forma, os tormentos a que serão atirados os da esquerda poderão parecer eternos, uma vez que quando sofremos, após certo tempo, sempre julgamos ser infindável, e dizemos: "É um sofrimento eterno". Daí o fato de Jesus falar em suplício eterno, como única forma possível de entendimento e aceitação, pois sabia estar lidando com um povo rude e o argumento do sofrimento sem fim era uma forma de frear a animalidade ainda predominante. Sabemos contudo que o sofrimento eterno não existe é uma metáfora.

O leitor atento observará também nesta passagem evangélica, que em nenhum momento Jesus falou que devíamos praticar a caridade através da COMPRA de alimento, de vestimenta, ou de água, ou ainda pagando a hospedagem, o remédio ou a liberdade de um encarcerado.

Na verdade, a intenção dEle era nos ensinar a praticar o segundo maior mandamento, o amor ao próximo. A ideia central era possibilitar a adesão de todos sem que fosse necessário gastar um único centavo, além do mais, Jesus sabia que a caridade realizada através da riqueza exibicionista não é caridade, nem é meritória. 

Uma coisa é você dar um prato de comida olhando nos olhos daquele necessitado e sentindo um fraterno amor por ele, outra coisa é deixar cair uma ou mais moedas na sua vasilha enquanto com desprezo desvia dele o seu olhar.

Uma coisa é envolver-se de coração com uma causa nobre para ajudar com alegria e despretensiosamente. Outra coisa é ter o imenso trabalho de assinar uma folha de cheque fazendo uma grande doação, sem siquer tomar conhecimento de como será utilizado OU desviado o seu valor e ainda esperar que toquem as trombetas. Ah, isto dá uma canseira danada! É um trabalhão!

A caridade realizada com o fim de ajudar alguém de verdade, sem esperar retorno é a caridade que salva.

A caridade realizada com o fim de obter vantagens no presente ou no futuro, jamais poderá ser levada em conta futura para  salvação, por que ele, o autor, já recebeu a paga. Esta é, pois, a caridade que não salva. 

Por tudo isto, Jesus certa vez disse em uma de suas pregações: A única moeda ofertada no templo pela viúva pobre era mais valiosa do que mil talentos ofertados pelo rico, por que ela, a viúva, estava doando do que lhe era necessário e o rico doava daquilo que não lhe faria falta.
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Em tempo devemos esclarecer que Jesus não desprezava a riqueza, pois ela é também um benefício do Criador, quando resultante de trabalho. Ele apenas estimulava os ricos a se tornarem mais sensíveis às necessidades do proletariado.

Esta postagem foi inspirada em um comentário do médico dos pobres: Doutor Bezerra de Menezes, no livro: Herdeiros do Novo Mundo - 1ª Edição/2009.

Texto: Vicente Almeida
15/01/2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO - Por Vicente Almeida

Hora de avaliações, não por que sejamos obrigados a tal atitude, mas por que de tempos em tempos é muito bom verificarmos o caminho que estamos percorrendo e observar se os atalhos foram corretos.

Muita gente, mesmo não fazendo essa verificação gosta de projetar metas para o novo ano, sem contudo haver cumprido as metas propostas no ano anterior.

Aliás, essas metas, via de regra, sempre ficam no dia 31 de dezembro estacionando na barreira do tempo sem capacidade de avançar por que os propósitos eram de mentirinhas.

A humanidade precisa evoluir honrar compromissos, mesmo pessoais. Precisa acreditar em si mesma, sem a necessidade de prejudicar seu semelhante para obter exito na vida.

Na verdade as pessoas estão tão ocupadas em conquistar bens materiais aqui e agora que desprezam os projetos idealizados no ano anterior sem ter feito o menor esforço para realizá-los.

É muito bom lutar, batalhar para adquirir bens que se traduzam em bem estar, mas não é bom fazer da riqueza uma meta. ela virá naturalmente como resultado do esforço laborativo.

Não é bom passar três quartos da vida lutando para amealhar bens, e após consegui-los passar o restante da vida gastando tudo com enfermidades adquiridas no pretérito, em função dos excessos e da ganância, muitas vezes os maiores gastos são em demandas judiciais em função dos males praticados para subir na vida.

Neste novo ano, faça uma proposta séria a si mesmo. SE você deseja algo, mentalize com frequência esse objetivo, mas por favor não vá aperrear os Santos com propostas indecentes a fim de ser favorecido, salvo em situações em que suas possibilidades tenham se esgotado e você não possa fazer mais absolutamente nada.

É preciso apenas ousar, ter coragem para adotar uma postura de vencedor reconstruindo uma nova personalidade com valores reais, enterrando no passado tudo que não serve mais e só atrapalha, inclusive os rancores.

A nossa mente mobiliza todos os meios possíveis para realizar nossa vontade boa ou má. Ela simplesmente faz aquilo que nossos pensamentos mais frequentes estimulam, mas, se nem nós sabemos o que queremos, se não há firmeza no caráter de nossa vontade, não haverá ajuda.

Quando enfermos, o concurso clínico e farmacológico muitas vezes são necessários para diagnosticar a enfermidade e propor o tratamento, mas, a cura depende do nosso esforço mental, isto é; depende de querermos ser curados. TUDO podemos realizar em mais ou menos tempo, dependendo da forma como utilizamos nossa vontade/pensamento.

Esta é a ideia: "Firmeza de caráter e vontade de ser feliz".


Texto: Vicente Almeida
01/01/2013

ADEUS, ADEUS... ADEUS - Por Vicente Almeida

O dia 31 de Dezembro foi um dia de muitas expectativas. Permaneci o dia todo com um amigo em estado terminal. Sabíamos que não passaria de ontem. Diante dessa certeza, nada pois seria capaz de me afastar dele em sua transição para a eternidade dos tempos.

Abandonei tudo para ficar com ele em seus últimos instantes... E não me arrependo, sua lealdade comigo ultrapassou todos os limites.

O diagnóstico era por demais objetivo. O caso era irreversível, e eu, como amigo e companheiro de todos os momentos não poderia abandoná-lo.

Ele bem mais novo que eu, mas durante sua existência, se voltou para mim com as melhores intenções e solidário, mantive-me fiel e o acompanhei durante sua curta mais proveitosa existência. Muito me ajudou!

Credito-lhe parte do meu sucesso. Então nada mais justo do que estar com ele até sua partida para nunca mais.

Os médicos e cientistas astronômicos foram taxativos, ele sofrerá e resistirá, mas, expirará após soar as doze badaladas da meia noite, momento exato em que pediu fossem desligados todos os instrumentos que o mantinham vivo.

Mas estou feliz por haver permanecido ao seu lado até o último segundo. Comigo estavam muitos e muitos companheiros que, ao invés de chorarmos celebramos sua despedida como ele queria.

Vou sentir saudades suas e muitas. Não é fácil perder para sempre aquele que marcou sua passagem se oferecendo a todos para que tivéssemos os melhores momentos em nossas vidas. 

A poeira dos séculos, não será capaz de apagá-lo da minha memória. Fui muito feliz ao seu lado. Eu não era seu único amigo. Ele fez-se amigo de muitos no mundo inteiro. A história confirmará.

Estou fazendo a minha parte ao registrar o fato.

O curioso é que não estou triste, mas, aliviado por saber que enquanto ele fazia tudo quanto podia para me tornar feliz, também sei que fiz o que me competia para merecer.

Jamais esquecerei esse amigo e grande companheiro de todas as horas. Sua passagem em minha vida permanecerá indelével na memória.

É, 2012 se foi e deixou uma montanha de boas lembranças. Recebamos 2013 com o mesmo carinho do seu antecessor. 
Texto: Vicente Almeida
01/01/2013