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O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

domingo, 11 de agosto de 2013

EPICONDILITE - Por Vicente Almeida

EPICONDILITE LATERAL

Palavra bonita e pitoresca. Enchemos a boca para pronunciá-la: E PI CON DI LI TE. Não se engane com a beleza da pronuncia, pois, denomina uma inflamação terrível, originada no cotovelo, como resultado de esforço repetitivo e prolongado que executamos sem o devido respeito a postura do corpo e ao repouso dos membros superiores - Nossos braços.

No dia seguinte a última postagem deste Blog sofri como que uma paralisia total das minhas atividades. Naquele dia senti uma dor lancinante no cotovelo direito. Dor esta que nos três dias seguintes não passou e me impediu inclusive de levar um simples e leve talher a boca. Os tendões e músculos do braço se tornaram tão doloridos que era impossível executar qualquer tarefa com a mão direita.


Sabe aquele ossinho do cotovelo, que, inesperadamente batemos em algum objeto, sentimos um choque, comentamos e rimos? Pois ele se chama epicôndilo Lateral e é o responsável por dores violentas quando inflamado.


Epicôndilo lateral, onde se origina a dor por sobrecarga de esforço repetitivo. No braço, os tendões e músculos inflamados e doloridos impedem qualquer atividade.
A inflamação poderá ocorrer em qualquer dos braços, contudo o mais comum é no direito. Perdemos todo o poder de sustentação com os dedos e deixamos cair qualquer objeto ao tentar levantá-lo.
Durante os quatro primeiros meses do ano trabalhei intensamente por quase dez horas diárias, para meus clientes, afim de atender exigências tributárias que o Governo fixa para aquele período. O repouso era mínimo e não me toquei das necessidades do corpo quanto a isto.

Tal era a necessidade do trabalho, que nem percebi OS AVISOS do corpo, sobre a grande inflamação que havia se instalado nos tendões e músculos do braço direito e continuei simplesmente digitando, mas, em 19 de maio, acidentalmente bati de leve com o cotovelo em uma porta ao sair do quarto e foi o suficiente para desencadear uma inimaginável, intensa e constante dor que se projetou do cotovelo até os dedos. O cotovelo ficou tão sensível que um simples toque era suficiente para alguns ais e uis.

No terceiro dia fui ao médico, que determinou um tratamento rigoroso: Exames sem fim, radiografias, fisioterapias e anti inflamatórios. Mesmo assim continuei intocável, ninguém podia acidentalmente bater no meu braço. A dor do Epicôndilo é tão violenta quanto uma pancada na canela, só que com duração prolongada.

A ordem médica foi para suspender toda e qualquer atividade com esse braço...

... E ai fiquei inativo por sessenta dias. Estou voltando cautelosamente as atividades. Digito alguns minutos e saio para um relax.

Melhorei bastante, mas, não teria conseguido tanto sem a ajuda de um excelente fisioterapeuta: O Doutor Rodrigo Rizzo, profundo estudioso e palestrante sobre os sintomas da dor.

Ele traçou um mapa, que denominou de "MAPA DA DOR".

E foi observando e estudando esse "Mapa" que consegui avanços surpreendentes na redução e quase cura em menor tempo, da minha dor e das consequentes inflamações que a originaram.

Veja o "MAPA DA DOR". Analise-o se interessar. Ao final escrevi a minha trajetória, saindo da "Cidade do Bem Estar" e percorrendo longo trecho rumo a "CIDADE DA MANUTENÇÃO DA DOR".

Ocorre que ao compreender que somente a mim competia iniciar o processo de cura dando a devida atenção aos avisos do corpo pus em prática a meu favor, as experiências do Doutor "Rodrigo Rizzo" que ao contatá-lo, gentilmente me explicou o processo de cura, demorado, mas, eficaz.
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O que ele - Doutor Rodrigo Rizzo escreveu: 

O “mapa da dor” é uma maneira simples, porém didática de mostrar aquilo que uma pessoa com dor normalmente passa. A presença de uma dor crônica dificulta a percepção de qualquer outra coisa a não ser o desconforto.


O mapa modifica a perspectiva atual e abre um leque de possibilidades para lidar com a dor.

A informação complexa transformada em simples é o meio escolhido para transportar as pessoas a um nível de compreensão e comprometimento mais adequado para lidar com a dor.
Rodrigo Rizzo
Mapadador.com.br
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O resultado desta experiência pessoal com a dor e o estudo deste "Mapa" foi muito eficaz para iniciar o meu processo de cura. As primeiras informações davam conta de que eu levaria aproximadamente um ano em tratamento, talvez até enfrentasse uma cirurgia. mas, decorridos quase noventa dias, já sinto um restabelecimento ideal que me possibilita estar digitando neste momento. 

Passo ao leitor estas informações, a fim de poupá-lo de possíveis sofrimentos caso lhe ocorra algum processo doloroso como os que passei.

MAPA DA DOR

Este Mapa nos apresenta simbolicamente, de maneira didática, as alternativas disponíveis ao nosso alcance, para evitarmos ou contornarmos "DORES" graves, duradouras e de inimagináveis consequências, caso venhamos a ignorar as advertências do nosso corpo - Isto é tão somente um alerta.


Este mapa poderá ser melhor visualizado, copiando-o para sua área de trabalho

Em 14/07, Após estudar e aplicar a técnica do Doutor Rodrigo Rizzo,  lhe escrevi o seguinte texto:

Li e mentalmente percorri sua criação "O Mapa da Dor" cujo trajeto passo a descrever.
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Iniciei minha turnê pela "Cidade do Bem Estar", fulgurante e bela, até o sol estava contente e simbolicamente lá me encontrava até bem pouco tempo usufruindo de suas delícias.

Seguindo a rodovia que saía da cidade, dirigindo despreocupadamente encontrei um pedágio, denominado "Farol Psicosocial".

Agora percebo que não dei a minima atenção as suas advertências acauteladoras. "Nem liguei para "o pedágio de repetição", ironizei "o posto de Permanência" e ri do "Posto de Posicionamento inadequado".

Continuei em velocidade não moderada, o que me fez chegar rapidamente a "Rodovia da Sobrecarga" e ao passar a primeira curva, minhas dores tiveram início.

A rodovia era larga e convidativa, parecia ótima para esbanjar minha saúde, adiante notei uma bifurcação com um retorno que me permitia voltar rapidamente a "Cidade do Bem Estar" ... Negligenciei a advertência e segui em frente, embora durante a viagem tenha começado sentir mais dores e certo mal estar, que foram se avolumando com estranha sensação nunca sentida antes.

Foi fácil atravessar o "Bairro da Ansiedade" por que realmente não sou ansioso. 

Logo a seguir passei beirando a "Chuva de Informações Inúteis" e optei por não estacionar ali. Foi mais uma que passei ao largo, por que tenho o costume de analisar criteriosamente todas as informações antes de adotá-las como verdades. Nunca aceitei informações que não sejam precedidas de lógica e racionalidade. Jamais me posiciono a favor disto ou daquilo sem estar absolutamente certo.

Continuando na rodovia da sobrecarga, ao longe avistei a "Feira da Dramatização". Que horror, jamais, nunca, em momento algum demonstro tristeza ou sofrimento com a intenção de merecer piedade. Nem entrei naquela feira. Dramatizar é fingir e fujo desse artifício.

Continuando com minha carga cada vez mais pesada cheguei a um ponto com uma placa onde se lia: "Saída da Oportunidade". O QUEEÊ! Quer dizer que ainda tenho chance?

Foi ai que olhei para a esquerda e vi o "Posto do Conhecimento" e mais abaixo a "Ponte da Compreensão" - Nooossa Gente, tô salvo!

Mais antes de dar o grande salto para acessar o "Posto de Conhecimento" Olhei para a frente e a direita e percorri o restante da rodovia com um olhar e vi o "Bairro do Medo da Lesão", a "Curva da Incapacidade Profissional", a "Curva do Tratamento Mal Sucedido" e finalmente a "Vila da Frustração e Depressão". Percebi que estava circulando a "Cidade da Manutenção da Dor" com sérios riscos de lá permanecer por tempo indefinido.

Engatei a marcha de força, liguei a seta para a esquerda e pisei fundo no acelerador, chegando rapidamente ao "Posto do Conhecimento" que é onde me encontro neste momento sorvendo uns goles saborosos dos ensinamentos do Doutor Rodrigo Rizzo, para em seguida por em prática.

Creio sinceramente, que em breve estarei curado e retornando as minhas atividades. 

Tudo farei para permanecer na "Cidade do Bem Estar". Em qualquer situação, o erro somente será aceitável, quando desconhecemos o trajeto, mas, ao conhecermos, nos tornamos totalmente responsáveis pelos resultados e suas consequências.


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Em 15/07 o Doutor Rodrigo Rizzo me escreveu o seguinte:

Olá Vicente,

Muito bonita sua capacidade de enxergar os momentos que você passou e está passando!

Tenho certeza que está no caminho certo para frequentar mais a cidade do bem estar.

Talvez hoje, você passe por aí e fica apenas alguns minutos. Amanhã poderá ficar um dia. Depois quem sabe alguns dias... e assim vai.

Peço sua autorização para divulgar seu lindo texto! Isso é uma mostra da capacidade de um ser humano em tirar proveito inteligentemente de uma ferramenta. Posso?

Obrigado,
Rodrigo Rizzo.


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Embora minha viagem pelo "Mapa da dor" tenha sido mental, os resultados são reais, pois, me conduziu a uma grande reflexão sobre as possibilidades ilimitadas do corpo, desde que se dispense a devida atenção aos avisos que ele frequentemente nos transmite. Por isto, após 83 dias de tratamento estou com cerca de 60% de recuperação e já não creio ser necessário cirurgia ou um ano de tratamento.

Todos portamos ou portaremos a partir de determinado momento, algumas dores, muitas são as formas de lidarmos com elas por isto nunca deveríamos zombar de algumas advertências do nosso corpo.

Estude o Mapa, ele poderá lhe ser útil. O Doutor Rodrigo Rizzo está sempre disposto a nos proporcionar aquela força indispensável à recuperação do nosso bem estar.
Escrito por Vicente Almeida
11/08/2013