OBRIGADO PELA VISITA

O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A DIVINA COMÉDIA - INFERNO - CANTO XXV - POR Vicente Almeida

Transformação em répteis

No final de seu discurso, o ladrão fechou a mão em punho deixando apenas o dedo médio, ergueu-a para o alto e gritou:

- Toma, Deus, olha, isto aqui é pra você!

E dali em diante, todas as serpentes se tornaram minhas amigas, pois uma chegou e se enrolou no seu pescoço, impedindo que ele falasse. Depois veio outra e se enrolou com tanta força nos seus braços que ele não pôde mais sequer se mexer.

Almas de ladrões envolvidas por serpentes. Ilustração Gustave Doré
Ah! Pistóia, Pistóia, por que não te incineras de uma vez por todas, pois nem teus fundadores fizeram tanto mal quanto agora fazes! Eu achava que não veria mais, neste inferno escuro, figura mais orgulhosa que aquele que morreu nos muros de Tebas.

Sem dizer mais nada ele fugiu. Pouco depois, apareceu um centauro, que o procurava. Estava totalmente coberto de serpentes. No ombro, atrás da nuca, um dragão com suas asas abertas, cuspia fogo em quem se aproximasse.

- Este que tu vês é Caco - apontou-me o mestre -, filho de Vulcano que aqui cumpre pena por ter roubado o rebanho do seu vizinho, Hércules, que foi quem depois o matou com cem golpes de clava, dos quais não sentiu talvez mais que dez.

Enquanto Caco passava, três espíritos se aproximaram e nos perguntaram:

- Quem sois vós?

Nossa conversa então se interrompeu. Eu não os conhecia, mas cheguei a ouvir alguém do grupo perguntar:

- Onde será que está Cianfa?

Enquanto eu os olhava, sem nada dizer, de repente uma serpente com seis patas se arremessou sobre um deles, envolvendo-o totalmente. Com as patas do meio apertava seu abdômen, com as da frente segurava seus braços e com as de trás, suas pernas. Os dentes afiados ela afundava na sua face e sua cauda passava no meio das pernas do ladrão, perfurando-o, atravessando seus rins e saindo reta pelo ventre. Entrelaçava-se tão firmemente no pecador que os dois - alma e réptil - se fundiam como se fossem cera. Nem um nem o outro pareciam ser mais o que eram. Um dos seus companheiros então gritou:
Almas Répteis - répteis almas - Ilustração Giovenni Stradano
- Ó Agnel, como mudaste! Não és mais nem dois nem um!

Das duas cabeças agora só havia uma e já surgiam dois semblantes em um único rosto. Aquele ser não era mais gente nem serpente. Transformara-se em um monstro nunca visto. E a imagem deturpada assim se foi, num passo lento.

Vi então correndo como lagartixa, na direção de um dos dois ladrões restantes, uma cobrinha preta. Ela veio e afundou os dentes em um deles, atravessando-lhe o umbigo. Depois caiu e se estendeu diante dele. O ladrão nada falava. Permanecia em pé como em transe, olhando para o réptil que o olhava. Pelo focinho de um e pela ferida do outro saía fumaça. Os dois começaram então a se transformar. A serpente aos poucos adquiria feições que sumiam no condenado, numa troca perfeitamente simétrica.
Almas se transformadas em répteis - Ilustração Giovanni Stradano
Assim que a cauda dela se dividia em duas partes, as pernas do pecador se uniam, e se fundiam perfeitamente. A pele dele se tornava cada vez mais dura, se cobrindo de escamas, enquanto a dela se tornava macia. Os seus braços entravam pelas axilas enquanto que na fera, duas patas cresciam. Pouco depois, um tombou e começou a rastejar enquanto o outro se levantou. O que estava em pé ainda não tinha orelhas e exibia uma língua de serpente, mas logo suas orelhas começaram a nascer e sua língua se uniu, perfeitamente.

A língua do que estava no chão se dividiu em duas partes e ele recolheu as orelhas como uma lesma recolhe seus chifres. Quando a fumaça finalmente cessou, o réptil de quatro patas, recém formado, partiu assobiando, fugindo do vale para as encostas. O outro seguia a fera, andando e falando. Mas antes de partir, ele se virou e falou para aquele que não havia se transformado:

- Quero agora que Buoso corra com as quatro patas, como eu fiz.

E apesar dos meus olhos confusos e minha mente desorientada, não deixei de reconhecer os dois que ficaram. Um, era Puccio Sciancato, o único que não se transformara, e o outro era aquele por quem Gaville chora.
**************************************

No Canto XXVI veremos a vala dos maus conselheiros.
Vicente Almeida
30/05/2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

TEMPO CERTO - Por Vicente Almeida

TEMPO CERTO É AQUELE EM QUE VOCÊ SE PERMITE SER AJUDADO PELA NATUREZA, NÃO PRESSIONANDO A ANTECIPAÇÃO DE ACONTECIMENTOS.

Você provavelmente já se deparou com alguma situação difícil em sua vida, e até supôs que não sairia dela.

Mas como vê, de uma forma ou de outra você superou, e está aqui lendo esta mensagem, tem apenas uma vaga lembrança daqueles momentos ruins, podendo até rir deles.

Desta forma você percebe que tudo é superável, tuuudo passa. O dia seguinte traz sempre bonança inesperada. É tudo uma questão de calma, cautela e confiança.

Quando você está no meio de um furacão e se deixa levar, apenas se acomodando a situação, Deus não poderá contribuir para ajudá-lo. Não vale a pena se lamentar, é preciso tomar a iniciativa erguer a cabeça e ir à luta sem precipitação.

Soluções existem e sempre existirão.

Sabemos que Deus em sua imensa sabedoria, não nos dá carga maior do que poderemos carregar. 

A dificuldade não é uma barreira intransponível, é apenas um obstáculo colocado em nosso caminho como meio para estimular nossa inteligência e criatividade. É realmente uma questão de como enfrentamos uma situação delicada. A escolha é pessoal e intransferível.

Se nos considerarmos derrotados, derrotados estaremos, mas, se ousarmos ir à luta, já no inicio da jornada iremos encontrando não uma, mas várias soluções.

Nos momentos difíceis, bom mesmo é manter a calma, ela é a melhor companheira e, serenando a mente descobrirá nesse meio tempo, meios para solucionar a dificuldade que o aflige.

É necessária a contribuição pessoal do seu eu interior para que as coisas aconteçam a seu tempo. Não precipite. A natureza é sabia e administra sabiamente o tempo.

Assim, o tempo que você gasta pensando na melhor forma de solucionar uma dificuldade terá sido o tempo mais precioso da sua vida, pois terá exercitado o direito divino de escolher a melhor saída. Pense nisso.

Escrito por Vicente Almeida
26/05/2014

domingo, 25 de maio de 2014

A DIVINA COMÉDIA - INFERNO - CANTO XXIV - Por Vicente Almeida

Vala dos ladrões

Virgílio, visivelmente irritado, nada falou até que chegamos diante das ruínas da ponte. Lá, imediatamente recuperou o seu semblante amável e otimista. Estudou por um instante as ruínas e abriu os braços para que eu me apoiasse nele para realizar a subida. E assim subimos, lentamente, ele me erguendo, e eu abrindo caminho.

- Segura aquela pedra ali - ordenou o mestre -, mas tenha cuidado! Veja antes se ela te sustenta.

Foi dura e difícil a escalada. Fosse o aclive mais íngreme ou mais longo eu certamente seria vencido pelo cansaço. Em Malebolge, cada poço é mais baixo que o anterior, portanto, a altura da subida deste lado era bem menor que a altura da nossa descida do lado oposto.

Chegamos, enfim, à derradeira pedra da ruína. Eu estava tão exausto que assim que paramos, aproveitei a oportunidade para me sentar. O mestre não gostou:

- Precisas deixar o cansaço de lado - disse ele -, pois estirado sobre a pluma ou a colcha, a fama não se alcança. E sem ela a vida passa sem deixar qualquer vestígio. Levanta! Vence o cansaço e anima-te! Mais longa escada nos aguarda. Com ânimo se vence qualquer batalha, quando o corpo pesado não atrapalha.

Com esse incentivo prontamente me levantei, falante, para me mostrar valente e destemido. Mas minha fala foi interrompida por uma voz que surgia já do outro fosso.

Não dava para entender o que a voz dizia. Nem no meio da ponte. Era uma voz apressada, irritada. Eu me inclinei para olhar mas não dava para ver coisa alguma.

- Mestre - pedi - que tal atravessarmos até o outro lado e descermos o muro? Aqui onde estamos eu só ouço e nada entendo. Olho para baixo e nada vejo.

- O que pedires eu faço sem reclamar - respondeu Virgílio.

Descemos pela testa da ponte, pela oitava ribanceira que margeia a sétima calha, e lá vimos uma vasta multidão cercada de terríveis serpentes das mais diversas espécies. Só de pensar naqueles répteis terríveis meu sangue gela, pois eu nunca vira nada igual.

No meio das serpentes corriam almas nuas, horrorizadas, com as mãos amarradas às costas por outras cobras que as apertavam, envolvendo seus corpos.
Ladrões torturados por serpentes na sétima vala do Malebolge. Ilustração de Gustave Doré (séc XIX).

Assistimos quando uma serpente perfurou um dos espíritos que estava próximo a nós. Ela atravessou seu colo se inseriu no seu busto. Imediatamente ele se incendiou e foi reduzido a um amontoado de cinzas. Mas aquelas cinzas espalhadas começaram a se mexer, e, lentamente, a se unir. Foram se juntando sozinhas até que haviam formado um homem. Ele se levantou como se acordasse de um sono profundo. Estava pasmo e suspirava aflito. 
Ladrões torturados por serpentes na sétima vala do Malebolge. Ilustração de Giovanni Stradano
Meu guia então se aproximou e perguntou quem ele era. O condenado respondeu:

- Eu chovi de Toscana faz pouco tempo neste abismo. Eu gostava mais da vida bestial que da vida humana, como a mula que fui. Sou Vanni Fucci, a besta. Pistóia era a minha toca.

- Mestre - pedi -, pergunta a ele por que ele sofre nesta vala. Eu achava que ele estaria mergulhado no rio de sangue, como os outros violentos.

O pecador ouviu e não dissimulou. Virou-se para mim com um rosto envergonhado, e disse:

- Maior é a dor de teres me encontrado nesta miséria que a dor que senti quando perdi minha outra vida. Mas agora não posso negar-me em te responder. Eu estou aqui por que eu fui um ladrão. Fui eu quem roubou aquela sacristia onde outro levou a culpa.

Mas para que não fiques feliz por ter me encontrado aqui, se algum dia escapares, abre os ouvidos e escuta minha profecia: Pistóia perderá todos os seus Negros e Florença renovará gente e modos. De Valdimagra virá um raio envolvido por nuvens negras, trazendo uma tempestade amarga sobre o campo de Piceno, onde destruirá as nuvens claras, e todo Branco será então ferido.

Esta previsão eu fiz para que sofras! 

No Canto XXV veremos a transformação de almas em répteis.
Vicente Almeida
25/05/2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

CLORETO DE MAGNÉSIA - QUE SURPREENDENTE!!! - Por Vicente Almeida

CURAR-SE DE ENFERMIDADES AS VEZES É MUITO FÁCIL, BASTA DAR ATENÇÃO AS PEQUENAS COISAS.

Quem sofre de bico de papagaio, nervo ciático, coluna e calcificação pode se curar de forma perfeita, indolor, fácil e barata. E tem, ao mesmo tempo, a cura de todas as doenças causadas pela carência de cloreto de magnésio no passado, até a artrose.

Iniciei minha cura aos 61 anos. Dez anos antes, eu estava quase paralítico, sentia pontadas agudas na região lombar - um bico de papagaio incurável, segundo o médico. Após cinco anos, o peso virou dor e, apesar de todos os tratamentos, a dor só aumentava.

Sem tardar, voltei a Florianópolis com novas radiografias e procurei um especialista. Agora já era um bando de bicos de papagaios, calcificados, duros em grau avançado.

Nada se poderia fazer. As dez aplicações de ondas curtas e distensões da coluna não detiveram a dor, a ponto de nem mais deitado eu poder dormir. Ficava sentado, até quase cair da cadeira, de tanto sono.

Providencialmente, me indicaram os Jesuítas Cientistas, em Porto Alegre e o Padre Suarez me disse ser fácil à cura com cloreto de magnésio, mostrando-me o pequeno livro do Padre Puig, jesuíta espanhol que descobriu o uso do cloreto de magnésio: sua mão era dura de tão calcificada, mas, com este sal, ficou móvel como a de uma menina; o mesmo aconteceu com parentes seus. E brincando, ele disse: "Com este sal só se morre dando um tiro na cabeça ou por acidente".

Em Florianópolis, logo comecei a tomar uma dose pela manhã e uma à noite; mesmo assim continuei dormindo encolhido até o 20º dia; naquela manhã, porém, acordei estirado na cama, sem dor. Mas caminhar ainda era um sofrimento. Depois de 30 dias, eu me levantei sentindo-me estranho: "Será que estou sonhando?"

Nada mais me doía! Dei até uma voltinha pela cidade, sentindo, contudo, o peso de 10 anos antes. Aos 40 dias caminhei o dia inteiro sentindo menos peso; três meses depois minha flexibilidade aumentava. Dez meses já se passaram e me dobro quase como uma cobra.

Outros efeitos: O cloreto de magnésio arranca o cálcio dos lugares indevidos e o fixa solidamente nos ossos.

Ainda mais: minha pulsação que sempre estava abaixo de 40 - eu já pensava em marca passo - normalizou-se. O sistema nervoso ficou motorialmente calmo, ganhei maior lucidez, meu sangue estava descalcificado e fluindo.

As freqüentes pontadas do fígado desapareceram. A próstata, que eu deveria operar assim que tivesse uma folga nos trabalhos, já não me incomoda muito. Houve ainda outros efeitos, a ponto de várias pessoas me perguntarem: 

-"O que está acontecendo com você? Está mais jovem!" 

- "É isso mesmo".

Voltou-me a alegria de viver. Por isso, me vejo na obrigação de repartir o "jeitinho" que o bom Deus me deu. Centenas se curaram em Santa Catarina depois de anos de sofrimento com males da coluna, artrose etc.

Importância do cloreto de magnésio: O cloreto de magnésio produz o equilíbrio mineral, anima os órgãos em suas funções (catalisadoras), como os rins, para eliminar o ácido úrico nas artroses; descalcifica até as finas membranas nas articulações e as escleroses calcificadas, evitando enfartes; purificando o sangue, vitaliza o cérebro, desenvolve ou conserva a juventude até alta idade.

Uso: após os 40 anos, o organismo absorve sempre menos cloreto de magnésio, produzindo velhice e doenças. Por isso deve ser tomado conforme a idade, use doses diárias: Dos 20 anos aos 55 anos 1 capsula diária; dos 55 anos aos 70 anos, duas capsulas diárias, dos 70 anos aos 100, três capsulas diárias.

O cloreto de magnésio não é remédio, mas alimento. E não tem contra-indicação. É compatível com qualquer medicamento simultâneo.

O cloreto de magnésio põe em ordem todo o corpo e é indicado para homens e mulheres. No caso das mulheres, ele ajuda a prevenir a osteoporose.

Recomendações: Quem sofre de bico de papagaio, obesidade, nervo ciático, coluna, arteriosclerose, rins, calcificação, surdez por calcificação, deve iniciar o tratamento com uma dose pela manhã, uma dose à tarde, uma dose à noite.

Quando curado, deve-se tomar o cloreto de magnésio como preventivo, isto é, conforme a idade.

Artrose: O ácido úrico se deposita nas articulações do corpo, em particular os dedos, que até incham. Isso resulta de uma falha no funcionamento dos rins, justamente por falta do cloreto de magnésio. Se em 20 dias não sentir melhoras e não cessar a anormalidade, tome uma dose pela manhã e uma dose à noite.

Depois de curado, continue com as doses normais, como preventivo.

Próstata: aqui vou citar um exemplo. Um homem muito idoso já não conseguia urinar. Algum tempo antes da operação, lhe deram cloreto de magnésio como preparação e ele começou a melhorar. Depois de uma semana sentia-se bem e a operação foi cancelada. Há casos em que a próstata regride, às vezes, ao normal, tomando-se 2 doses pela manhã, duas doses à tarde, duas doses à noite.

Ao melhorar continue tomando a dose preventiva.

Outros problemas tais como: reumatismo, rigidez muscular, impotência sexual, câimbras, tremores, frigidez, artérias duras, falta de atividade cerebral, sistema nervoso: uma dose pela manhã, uma dose à tarde, uma dose à noite.

Sentindo-se melhor, passar para a dose preventiva.

CÂNCER: Infelizmente todos o temos em grau moderado.
"Consiste em células mal formadas por falta de alguma substância (refinados) ou presença de partículas tóxicas. Estas células anárquicas não se harmonizam com as sadias (não servem para nada), mas são inofensivas até certa quantidade, que o magnésio combate facilmente, vitalizando as sadias. Infelizmente todo processo canceroso é lento, e não causa nenhuma dor de alerta, até aparecer o tumor, que segrega tóxicos (vírus muito variados), que invadem as células sadias em ramificações (semelhante a um caranguejo, que quer dizer, câncer no latim)".

importância as pequenas coisas. "De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos." Confúcio
******************************************************

"No mundo contemporâneo estamos tão acostumados a gastar tanto com medicina, que sempre rejeitamos as soluções simples, embora muitas vezes sejam as melhores. PURA VAIDADE!

Só para ilustrar o texto:

Naamã, capitão do exército sírio era leproso e ao saber da existência do profeta Eliseu em Israel, para lá se dirigiu levando dez talentos de prata e seis mil ciclos de ouro com o fim de pagar ao profeta pela sua cura - Esse valor em nossa moeda nos dias atuais, talvez representasse centenas de milhares de reais. Eliseu não aceitou o pagamento mas, mandou que Naamã mergulhasse sete vezes no Rio Jordão e ficaria curado.


Naamã ficou irritado por que esperava pagar muito caro pela cura e não acreditou que simples mergulho no Jordão o sarasse da sua lepra. Entretanto seus conselheiros recomendaram que ele seguisse a instrução do profeta já que era um ato tão simples e sem custos. E Naamã atendeu e foi mergulhar sete vezes do no Rio Jordão e ficou curado. II Reis Capítulo 5.


Vicente Almeida
23/05/2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

A DIVINA COMÉDIA - INFERNO - CANTO XXIII - Por Vicente Almeida

Vala dos hipócritas - Frades Gaudentes.
Na vala do hipócritas - Ilustração de Paul Gustave Doré

Caminhávamos sem companhia: um na frente e o outro atrás. Durante a caminhada voltei a pensar naqueles demônios. Se por nossa causa eles sofreram dano, eles devem estar irados. Considerando os seus maus instintos, certamente não deixarão de vir atrás de nós. Esses pensamentos deixavam meus cabelos em pé e por causa do medo eu olhava para trás o tempo todo.

- Mestre - disse -, se não tiveres como nos esconder, eu temo que os Malebranche poderão nos encontrar. Eu os sinto; eu os ouço como se estivessem vindo.

- O teu temor agora juntou-se ao meu, e então vou procurar uma maneira de escaparmos. Se o declive a direita permitir nossa descida à próxima vala, teremos como escapar do ataque imaginado.

Mal tinha terminado de expor o seu plano, eu os vi chegando com suas asas abertas, não muito longe, para nos pegar! Meu guia tomou-me no colo de repente e se jogou na rocha escarpada até escorregar na calha, rasteiro. 

Quando chegamos lá embaixo os diabos já nos observavam do alto do precipício. Eles nos amaldiçoavam, irritados. Descer, eles não podiam, pois eram proibidos de ultrapassar a quinta vala.
Dante e Virgílio conseguem escapar dos dez demônios - Ilustração de Paul Gustave Doré
Deixamos os diabos para trás e caminhamos pela quinta vala. Vimos gente colorida, de capuz, caminhando lentamente e usando capas de ouro brilhante por fora, mas de pesado chumbo por dentro. Eles sofriam e choravam, cansados pelo peso intenso.

- Meu guia - falei - enquanto caminhamos por esta vala, olha em volta e dize-me se vês alguém, cujos feitos ou nome me seja conhecido.

- Mais devagar, tu que correis por este ar escuro! - gritou um espírito, que ouvira minha fala toscana - Talvez eu possa conseguir o que tu queres.
Conversando com almas na Vala dos Hipócritas - Ilustração de Giovanni Stradano - Sec. XVI
Parei e vi duas almas que se aproximavam lentamente. Quando chegaram, me olharam e conversaram entre si:

- Ele parece vivo o que mexe a garganta, e se os dois estão mortos, qual privilégio permite que andem despidos da pesada manta? - conversaram, e depois, a mim se dirigiram - Ó toscano que vieste visitar o colégio dos hipócritas, dize para nós quem tu és.

- Eu nasci e cresci na grande cidade banhada pelo Arno e tenho o corpo que sempre possuí - respondi. - Mas quem sois vós, destilando lágrimas de dor que correm pelas vossas faces?

- Frades gaudentes fomos - respondeu o primeiro, - e bolonheses. Eu sou Catalano e este é Loderingo. Tua terra nos deu um cargo que se costumava dar a um homem só, para manter a paz, e nós fizemos mal uso dele.
O Crucificado - Ilustração de Paul Gustave Doré
Eu ia começar a responder aos frades quando me chamou a atenção um outro que sofria intensamente crucificado ao chão. O frade Catalano, que me observava, falou:

- Este que tu vês crucificado disse aos fariseus que era mais oportuno sacrificar um homem que atormentar todo o povo. Nu, ele jaz no caminho, e como vês, sente o peso de cada um que passa sobre ele. Todos os outros do seu conselho estão aqui também.
O crucificado - Ilustração de Giovanni Stradano Seculo XVI  
- Poderia nos dizer, se vos for permitido - perguntou Virgílio ao frade - se há, à direita, alguma passagem conhecida pela qual nós dois possamos sair, sem que seja necessário invocar os diabos para nos tirar desta vala?

- Mais perto que imaginas - respondeu o frade - há uma ponte que une todos os anéis, mas nesta parte ela está destruída. Porém, embora a ponte esteja quebrada, é possível subir escalando suas ruínas.

Ao ouvir a explicação do frade, Virgílio ficou parado, cabisbaixo. Depois disse, irritado:

- Ele mentiu, aquele demônio desgraçado! Mentiu! Não havia outra ponte, era mentira!

- Uma vez em Bolonha - interrompeu o frade -, fiquei sabendo dos vícios do diabo. Um deles é que ele é falso e é o pai da mentira.

Virgílio se afastou em passos largos, mostrando irritação no seu rosto. E eu parti também atrás dele, seguindo o rastro de seus pés. 
*******************************

No Canto XXIV veremos a vala dos ladrões
Vicente Almeida
20/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ISTO É FANTÁSTICO - Por Vicente Almeida

Se Você já viu coisa igual está de parabéns.

Se ainda não viu,  vale a pena conferir e se emocionar.

Esta garota russa: Kseniya Simonova nos envia sua mensagem de amor através da areia. É quase impossível a nossa sensibilidade não aflorar. 

Vicente Almeida
19/05/2014

domingo, 18 de maio de 2014

PORQUE ADOECEMOS TANTO? - Por Vicente Almeida


Todas as doenças ou acidentes estão encobertas por alguma energia que atua no subconsciente do indivíduo. Quando ele tem pensamentos negativos, cria no seu mundo interior uma realidade que se materializa no corpo. Por consequência, aquilo que a pessoa pensa – coisas boas ou más – são atraídas para as suas vidas.

A Psicologia associada à Terapia Energética  cuida e melhora os sistemas do corpo, mas para torná-lo mais saudável é necessário equilibrar primeiro  os pensamentos e as emoções. Noutras palavras, deve-se fazer um equilíbrio geral das  dimensões física, neuro emocional e energética.

Algumas pessoas acreditam que a causa dos nossos problemas está na crise econÔmica, na frente fria, no trânsito, na violência, no chefe, no marido ou na esposa. Isto pode ser um grande engano. A principal causa dos problemas e infortúnios de uma pessoa, está dentro dela própria, nos seus pensamentos e crenças. Pessoas que conduzidas por padrões mentais negativos, deixaram-se levar pelas doenças e sentimentos nocivos.

O ressentimento e principalmente a falta de amor-próprio, são grandes causadores de enfermidades e de todo o tipo de problemas na nossa vida. Criamos as doenças na nossa cabeça e o corpo funciona apenas como um reflexo “vibracional” dos pensamentos, crenças e sentimentos. Ou seja, por trás de uma doença existe sempre uma crença incorreta, como o uso de expressões tipo: “não sou bom o bastante”, “não vou conseguir”, “sou culpado e portanto não mereço ser feliz”, “nada corre bem para mim ” e “todos me perseguem”.  Saiba que muitas pessoas curam um cancro ao fazer afirmações positivas, tratamentos alternativos e a mudar a sua forma de encarar a vida.

Quando você conhecer o significado das principais partes do corpo, padrões de pensamento negativos e identificar os padrões mentais causadores de doenças, poderá agir para modificar os padrões negativos e fortalecer o positivo que há em cada um de nós, o potencial para a vida. No entanto, isso não dispensa de forma alguma, o tratamento médico convencional. O ideal seria escolher um médico da sua confiança e, paralelamente ao tratamento, fazer uma análise profunda da forma como você vê, e se comporta perante a vida.

O poder de autocura pode ser prejudicado pelo stress, modo de vida e hábitos inadequados, relacionamentos complicados, levando a que a nossa saúde fique debilitada, provocando doenças.

Ao resgatar a sua autoestima e adotar pensamentos positivos e otimistas, você cria condições para que o seu organismo reaja de forma mais rápida e favorável ao tratamento. Sendo assim, ao permanecermos saudáveis fortalecemos a capacidade de autocura natural do organismo.

Além de agilizar na recuperação, você também previne o aparecimento de doenças futuras e constrói uma vida mais alegre e próspera, bem como um viver melhor.
***********************************

Crédito desta matéria para a Doutora Jatir Schmitt (Psicóloga)
Vicente Almeida
18/05/2014

sábado, 10 de maio de 2014

REFLEXÕES - Por Filipe Almeida

Entendo que se meditarmos um pouco sobre nossos atos faremos mais e melhor todas as coisas e sofreremos bem menos, por que estaremos banindo a imprudência, companheira inseparável de todas as horas para muita gente.

Um homem não precisa ser rico para ser alguém, da mesma forma, não precisa ser pobre para ser ninguém.

Que o tempo leve somente o necessário e me traga não mais que o suficiente.

A vida é como uma vela que persiste em se manter acesa, não importa o quanto soprem.

Nem todo cavalo é para ser montado.

Seja como um cofre: Guarde somente o necessário, não revele seu segredo e abra somente na hora certa.

Um atalho poderá ser o caminho mais rápido, mas nem sempre será o melhor.

Quando perdoamos alguém, não quer dizer que somos fracos, quer dizer que somos fortes o bastante para superar a dor.

Se o céu é tão bonito imagina o dono dele!
*************************************

Sou Filipe Almeida, tenho 17 anos. Sou neto do administrador deste Blog.
Filipe Almeida
10/05/2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

FILOSOFANDO - Por Vicente Almeida

Não te envergonhes das rugas adquiridas na estrada da vida, elas revelam teu esforço na busca constante de dias melhores.

Não lamentes as dores, elas são as melhores conselheiras e sempre conduzem a profunda meditação.

Não lamentes os acidentes sofridos, evita-os antes que ocorram, eles, em parte, refletem a imprudência e possivelmente poderiam ter sido evitados.

Não reclames as deficiências físicas, nosso corpo é exatamente aquele que precisamos para realizar as tarefas do nosso programa de vida. Sim, todos temos uma missão a cumprir.

Tudo é opção. Em nossa caminhada vida a fora temos dois caminhos, o da luz e o das trevas, o sucesso da jornada depende da escolha.

Escrito por Vicente Almeida
05/05/2014