OBRIGADO PELA VISITA

O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DO NOSSO INCANSÁVEL PICA PAU, ABUNDANTE AQUI NA MATA DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MEDO DO DESCONHECIDO - Por Vicente Almeida

Todo mundo tem medo, embora ninguém fale por que!

Se refletirmos um pouco, terminaremos acreditando que por trás de cada coisa que tememos, resume-se ao temor da MORTE. É inexoravelmente essa a imagem que vemos diante de perigo eminente.

Não tememos alguma coisa pelo simples fato de temer. É um reflexo instintivo que sem compreendermos, significa temor da morte.

Vejamos: 

Por que alguém tem medo de tempestade, de inundações, de terremotos, de bandidos, de um animal feroz, de noite escura, deste transito louco, ou de viajar de avião?

É nosso instinto de conservação nos advertindo que a frente há um risco de morte.

Mas gostaríamos de perguntar a você leitor: Medo, por quê?

Todos algum dia vamos morrer mesmo... Graças a Deus! Alias, morrer não é bem o termo, melhor seria dizer que iremos deixar esta vestimenta quando se tornar imprestável, seja pelo mal uso, seja por haver completado o tempo definido pelo Criador.

Quanto ao ser inteligente que abandona o corpo inerte, segundo todos os conceitos religiosos conhecidos, alguns denominam de "Alma" outros de "Espírito". Dá no mesmo.

A carne é pó e voltará ao pó. Seu corpo se decompõe originando outros seres vivos, não humanos. A alma ou espírito, ser imaterial, que utilizou o corpo para executar tarefas especificas segundo a lei divina, se liberta quando este se torna inoperante, pela falência de órgãos fundamentais.   

Não devíamos temer tanto a morte. Afinal ela virá a seu tempo. Precisamos mesmo é cuidar de nós, aqui e agora, vivendo o presente, procurando ao máximo anular essas impressões através de atos dignos.

É muito curioso! Lutamos demais para conquistar riquezas materiais e pouco ou nada fazemos para conquistar riquezas (dons) espirituais e é por esta razão que tememos a morte. Se nada de bom semeamos, nosso instinto nos diz que nada iremos colher, então vemos a morte como uma coisa tenebrosa.

Mas, felizmente, aqueles que pautaram sua existência no bem, não temem a morte. Milhões, inclusive muitos leitores deste texto, estão se lixando para este fenômeno, eles sabem que apenas farão a transição entre dois mundos e isto acontece desde o princípio dos tempos.

A melhor forma de preparação para essa transição é fazendo o bem, não fugindo às oportunidades que o tempo mostrará. Somente assim conseguiremos ser inscritos no livro da vida.

Entretanto, o Livro da vida, não é como este da alegoria abaixo. É a nossa consciência, que durante a existência vai registrando todas as nossas atitudes e conforme os atos praticados durante a vida, a antevisão da morte poderá provocar arrepios ou alívio, em virtude da eminente prestação de contas. Dai a razão de muitos temerem a inevitável passagem, enquanto outros não se conturbam nem ficam ansiosos.
Todo patrimônio amealhado durante a existência ficará na terra e os herdeiros se digladiarão nos tribunais pela sua posse, enquanto acusam de alguma forma o falecido. Se a conquista desse patrimônio se verificou por meios escusos, tanto maior será o sofrimento. COITADOS DOS NOSSOS POLÍTICOS!


Parecemos grosseiros nestas informações, mas não é nossa intenção. Não devíamos temer aquele que fala a verdade, antes temamos aquele que mascara a verdade com a intenção de iludir, prejudicar ou levar vantagem.

Quer saber? a morte é igual para todos, e naquela hora, rico e pobre se nivelam, sabe porquê? O rico que possuía tudo, nada leva e o pobre, que nada possuía, nada deixa, ambos saem de mãos vazias.

Escrito por Vicente Almeida
30/09/2013

sábado, 28 de setembro de 2013

HISTÓRIAS, HISTÓRIAS E ESTÓRIAS - Por Vicente Almeida

Gostamos muito da história universal, mas, o que muito nos atrai é a história do império romano, principalmente no início do cristianismo, pois, nos identificamos muito com aquele tempo, é como se por lá tivéssemos passado uns tempos. Ás vezes nos quedamos observando aquelas imagens e sentido como se de fato tivéssemos vivido naqueles tempos e sofrido alguma das situações onde éramos sacrificados para alegria de um povo sedento de sangue. 

Hoje selecionamos o Coliseu Romano e algumas imagens para através delas fazermos uma rápida turnê usando nossa fértil imaginação. 

Imaginemos que estamos naquele tempo e vivenciando um daqueles momentos vamos rapidamente visualizar as cenas das fotos como se estivéssemos por lá.

Sentimos como se tivéssemos vivido uma dessas situações como cristão, escravo ou gladiador enviado para a arena para ser devorado por leões famintos, ou lutado igualmente e perdido a vida em combate feroz naquela arena.

Sim tudo é possível. No Coliseu, quem era induzido à força para entrar na arena, tinha duas finalidades, ser devorado pelas feras e levar a platéia  ao êxtase, ou lutar até a morte e igualmente levar a platéia ao delírio. Era assim, quanto mais sangue derramado por suas vítimas, maior era o prazer.

Em Roma daquele tempo era assim. O ser humano subalterno, inferiorizado em suas origens ou ideologias, era perseguido até a morte e após apanhado, normalmente por desagravo era colocado na arena para uma luta inglória, onde via de regra perdia a vida, que não valia mais que a vida de uma formiguinha.

Mas, não se preocupe, são águas passadas e situação superada, afinal já decorreram dois mil anos.

Se naquele tempo fechamos os olhos pelo martírio agora já não é mais necessário passar por tudo aquilo. Cristo vive eternamente e nele cremos e nos ligo inquestionavelmente.

Observem à vontade as cenas abaixo.

Daquele passado histórico e já distante, restam apenas ruínas do que um dia representou um poder sócio-econômico de gigantescas proporções que quase dominou o mundo conhecido.

Contudo, graças as ruínas monumentais deixadas por nossos ancestrais é possível estudar o passado e reconstituir um pouco da trajetória humana neste planeta.

Tudo passa. O segundo anterior jamais se repete. Em um segundo nosso planeta em sua jornada pelo espaço sideral percorre 29.800 km.







Escrito por Vicente Almeida
28/09/2013

domingo, 11 de agosto de 2013

EPICONDILITE - Por Vicente Almeida

EPICONDILITE LATERAL

Palavra bonita e pitoresca. Enchemos a boca para pronunciá-la: E PI CON DI LI TE. Não se engane com a beleza da pronuncia, pois, denomina uma inflamação terrível, originada no cotovelo, como resultado de esforço repetitivo e prolongado que executamos sem o devido respeito a postura do corpo e ao repouso dos membros superiores - Nossos braços.

No dia seguinte a última postagem deste Blog sofri como que uma paralisia total das minhas atividades. Naquele dia senti uma dor lancinante no cotovelo direito. Dor esta que nos três dias seguintes não passou e me impediu inclusive de levar um simples e leve talher a boca. Os tendões e músculos do braço se tornaram tão doloridos que era impossível executar qualquer tarefa com a mão direita.


Sabe aquele ossinho do cotovelo, que, inesperadamente batemos em algum objeto, sentimos um choque, comentamos e rimos? Pois ele se chama epicôndilo Lateral e é o responsável por dores violentas quando inflamado.


Epicôndilo lateral, onde se origina a dor por sobrecarga de esforço repetitivo. No braço, os tendões e músculos inflamados e doloridos impedem qualquer atividade.
A inflamação poderá ocorrer em qualquer dos braços, contudo o mais comum é no direito. Perdemos todo o poder de sustentação com os dedos e deixamos cair qualquer objeto ao tentar levantá-lo.
Durante os quatro primeiros meses do ano trabalhei intensamente por quase dez horas diárias, para meus clientes, afim de atender exigências tributárias que o Governo fixa para aquele período. O repouso era mínimo e não me toquei das necessidades do corpo quanto a isto.

Tal era a necessidade do trabalho, que nem percebi OS AVISOS do corpo, sobre a grande inflamação que havia se instalado nos tendões e músculos do braço direito e continuei simplesmente digitando, mas, em 19 de maio, acidentalmente bati de leve com o cotovelo em uma porta ao sair do quarto e foi o suficiente para desencadear uma inimaginável, intensa e constante dor que se projetou do cotovelo até os dedos. O cotovelo ficou tão sensível que um simples toque era suficiente para alguns ais e uis.

No terceiro dia fui ao médico, que determinou um tratamento rigoroso: Exames sem fim, radiografias, fisioterapias e anti inflamatórios. Mesmo assim continuei intocável, ninguém podia acidentalmente bater no meu braço. A dor do Epicôndilo é tão violenta quanto uma pancada na canela, só que com duração prolongada.

A ordem médica foi para suspender toda e qualquer atividade com esse braço...

... E ai fiquei inativo por sessenta dias. Estou voltando cautelosamente as atividades. Digito alguns minutos e saio para um relax.

Melhorei bastante, mas, não teria conseguido tanto sem a ajuda de um excelente fisioterapeuta: O Doutor Rodrigo Rizzo, profundo estudioso e palestrante sobre os sintomas da dor.

Ele traçou um mapa, que denominou de "MAPA DA DOR".

E foi observando e estudando esse "Mapa" que consegui avanços surpreendentes na redução e quase cura em menor tempo, da minha dor e das consequentes inflamações que a originaram.

Veja o "MAPA DA DOR". Analise-o se interessar. Ao final escrevi a minha trajetória, saindo da "Cidade do Bem Estar" e percorrendo longo trecho rumo a "CIDADE DA MANUTENÇÃO DA DOR".

Ocorre que ao compreender que somente a mim competia iniciar o processo de cura dando a devida atenção aos avisos do corpo pus em prática a meu favor, as experiências do Doutor "Rodrigo Rizzo" que ao contatá-lo, gentilmente me explicou o processo de cura, demorado, mas, eficaz.
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O que ele - Doutor Rodrigo Rizzo escreveu: 

O “mapa da dor” é uma maneira simples, porém didática de mostrar aquilo que uma pessoa com dor normalmente passa. A presença de uma dor crônica dificulta a percepção de qualquer outra coisa a não ser o desconforto.


O mapa modifica a perspectiva atual e abre um leque de possibilidades para lidar com a dor.

A informação complexa transformada em simples é o meio escolhido para transportar as pessoas a um nível de compreensão e comprometimento mais adequado para lidar com a dor.
Rodrigo Rizzo
Mapadador.com.br
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O resultado desta experiência pessoal com a dor e o estudo deste "Mapa" foi muito eficaz para iniciar o meu processo de cura. As primeiras informações davam conta de que eu levaria aproximadamente um ano em tratamento, talvez até enfrentasse uma cirurgia. mas, decorridos quase noventa dias, já sinto um restabelecimento ideal que me possibilita estar digitando neste momento. 

Passo ao leitor estas informações, a fim de poupá-lo de possíveis sofrimentos caso lhe ocorra algum processo doloroso como os que passei.

MAPA DA DOR

Este Mapa nos apresenta simbolicamente, de maneira didática, as alternativas disponíveis ao nosso alcance, para evitarmos ou contornarmos "DORES" graves, duradouras e de inimagináveis consequências, caso venhamos a ignorar as advertências do nosso corpo - Isto é tão somente um alerta.
João da Silva
Em 14/07, Após estudar e aplicar a técnica do Doutor Rodrigo Rizzo,  lhe escrevi o seguinte texto:

Li e mentalmente percorri sua criação "O Mapa da Dor" cujo trajeto passo a descrever.
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Iniciei minha turnê pela "Cidade do Bem Estar", fulgurante e bela, até o sol estava contente e simbolicamente lá me encontrava até bem pouco tempo usufruindo de suas delícias.

Seguindo a rodovia que saía da cidade, dirigindo despreocupadamente encontrei um pedágio, denominado "Farol Psicossocial".

Agora percebo que não dei a minima atenção as suas advertências acauteladoras. "Nem liguei para "o pedágio de repetição", ironizei "o posto de Permanência" e ri do "Posto de Posicionamento inadequado".

Continuei em velocidade não moderada, o que me fez percorrer rapidamente a "Rodovia da Sobrecarga" e ao passar a primeira curva, minhas dores tiveram início.

A rodovia era larga e convidativa, parecia ótima para esbanjar minha saúde, adiante notei uma bifurcação com um retorno que me permitia voltar rapidamente a "Cidade do Bem Estar" ... Negligenciei a advertência e segui em frente, embora durante a viagem tenha começado sentir mais dores e certo mal estar, que foram se avolumando com estranha sensação nunca sentida antes.

Foi fácil atravessar o "Bairro da Ansiedade" por que realmente não sou ansioso. 

Logo a seguir passei beirando a "Chuva de Informações Inúteis" e optei por não estacionar ali. Foi mais uma que passei ao largo, por que tenho o costume de analisar criteriosamente todas as informações antes de adotá-las como verdades. Nunca aceitei informações que não sejam precedidas de lógica e racionalidade. Jamais me posiciono a favor disto ou daquilo sem estar absolutamente certo.

Continuando na rodovia da sobrecarga, ao longe avistei a "Feira da Dramatização". Que horror, jamais, nunca, em momento algum demonstro tristeza ou sofrimento com a intenção de merecer piedade. Nem entrei naquela feira. Dramatizar é fingir e fujo desse artifício.

Continuando com minha carga cada vez mais pesada cheguei a um ponto com uma placa onde se lia: "Saída da Oportunidade". O QUÊÊÊ! Quer dizer que ainda tenho chance?

Foi ai que olhei para a esquerda e vi o "Posto do Conhecimento" e mais abaixo a "Ponte da Compreensão" - Nooossa Gente, tô salvo!

Mais antes de dar o grande salto para acessar o "Posto de Conhecimento" Olhei para a frente e a direita e percorri o restante da rodovia com um olhar e vi o "Bairro do Medo da Lesão", a "Curva da Incapacidade Profissional"
,a "Cidade da Manutenção da Dor", onde ficava o "Bairro da Irritação e Desuso" a "Curva do Tratamento Mal Sucedido" e finalmente a "Vila da Frustração e Depressão". Percebi que estava circulando a "Cidade da Manutenção da Dor" com sérios riscos de lá permanecer por tempo indefinido.

Engatei a marcha de força, liguei a seta para a esquerda e pisei fundo no acelerador, chegando rapidamente ao "Posto do Conhecimento" que é onde me encontro neste momento sorvendo uns goles saborosos dos ensinamentos do Doutor Rodrigo Rizzo, para em seguida por em prática.

Creio sinceramente, que em breve estarei curado e retornando as minhas atividades. 

Tudo farei para permanecer na "Cidade do Bem Estar". Em qualquer situação, o erro somente será aceitável, quando desconhecemos o trajeto, mas, ao conhecermos, nos tornamos totalmente responsáveis pelos nossos atos e suas consequências.


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Em 15/07 o Doutor Rodrigo Rizzo me escreveu o seguinte:

Olá Vicente,

Muito bonita sua capacidade de enxergar os momentos que você passou e está passando!

Tenho certeza que está no caminho certo para frequentar mais a cidade do bem estar.

Talvez hoje, você passe por aí e fica apenas alguns minutos. Amanhã poderá ficar um dia. Depois quem sabe alguns dias... e assim vai.

Peço sua autorização para divulgar seu lindo texto! Isso é uma mostra da capacidade de um ser humano em tirar proveito inteligentemente de uma ferramenta. Posso?

Obrigado,
Rodrigo Rizzo.


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Embora minha viagem pelo "Mapa da dor" tenha sido mental, os resultados são reais, pois, me conduziu a uma grande reflexão sobre as possibilidades ilimitadas do corpo, desde que se dispense a devida atenção aos avisos que ele frequentemente nos transmite. Por isto, após 83 dias de tratamento estou com cerca de 60% de recuperação e já não creio ser necessário cirurgia ou um ano de tratamento.

Todos portamos ou portaremos a partir de determinado momento, algumas dores, muitas são as formas de lidarmos com elas por isto nunca deveríamos zombar de algumas advertências do nosso corpo.

Estude o "Mapa", ele poderá lhe ser útil. O Doutor Rodrigo Rizzo está sempre disposto a nos proporcionar aquela força indispensável à recuperação do nosso bem estar.
Escrito por Vicente Almeida
11/08/2013

sábado, 18 de maio de 2013

O MILAGRE DA GRATIDÃO - Por Vicente Almeida

NOS idos do século passado, certa manhã, uma mulher bem-vestida parou na rua em frente de um homem sem-teto, que olhou para cima lentamente e reparou que a mulher parecia acostumada com as coisas boas da vida.

O casaco era novo. Parecia que ela nunca tinha perdido uma refeição em sua vida. Seu primeiro pensamento foi: "Só quer tirar sarro de mim, como tantos outros já fizeram..."

...E resmungou: - Por favor, Deixe-me sozinho! 

Para sua surpresa, a mulher continuou de pé. Ela estava sorrindo, seus dentes brancos exibidos em linhas deslumbrantes.

- Você está com fome? Perguntou ela.

- Não Imagina! Respondeu ele sarcasticamente. Agora vá embora! 

O sorriso da mulher se tornou ainda mais amplo e insistente.

De repente, o homem sentiu uma mão suave passando por debaixo do seu braço.

- O que está fazendo, senhora? Perguntou o homem irritado.

- Eu Disse para deixar-me sozinho!

Naquele momento um policial chegou, e perguntou:

- Existe algum problema Senhora?

- Não tem problema nenhum aqui, Sr. Policial. Respondeu ela. Só estou tentando ajudá-lo a ficar de pé. Pode me ajudar?

O policial coçou a cabeça observando a deslumbrante mulher e aquele maltrapilho.

- Sim, o velho João é mesmo um estorvo por aqui há anos, o que você quer com ele? Perguntou o policial!

- Vê o restaurante ali? Disse ela. Eu vou dar-lhe algo para comer e tirá-lo do frio por um longo período.

- A Senhora, está louca? O homem sem-teto resistiu. - Eu não quero ir para lá! Já estive lá durante muito tempo.

Então sentiu mãos fortes segurando-lhe os braços e levantando-o.

- Deixe-me ir, eu não fiz nada seu guarda!

- Não vê, que esta é uma boa oportunidade para você, homem de Deus? O policial sussurrou em seu ouvido.

Finalmente, e com alguma dificuldade, a mulher e o policial levaram João para o restaurante e o sentaram em uma mesa num canto afastado.

Eram quase quinze horas, a maioria das pessoas já tinha almoçado e para jantar o grupo ainda não havia chegado.

O gerente do restaurante vendo aquele maltrapilho sentado veio a eles e perguntou: - O que está acontecendo aqui Sr. Policial? — O que é isso?

— Este homem está em apuros, o policial respondeu:

- Esta senhora trouxe-o aqui para comer alguma coisa.

- Oh não, aqui no meu restaurante não! O gerente respondeu com raiva.

- Ter um maltrapilho como este aqui é ruim para meus negócios!

O velho João sorriu temeroso mostrando um sorriso tímido e amarelo.

- Senhora, eu lhe disse. Agora, você vai me deixar ir embora? Eu não queria vir aqui desde o início.

A mulher foi até o gerente do restaurante sorriu e falou:

- O senhor está familiarizado com a empresa Hernandez & amp Associates? a empresa que fica a duas quadras daqui?

- Claro que sim, respondeu o gerente já impaciente. É uma empresa de grandes negócios e eles fazem as suas reuniões semanais aqui e jantam no meu restaurante ou seja; daqui a pouco.

- E você ganha um monte de dinheiro fornecendo alimentos para essas reuniões semanais certo? Perguntou a Senhora.

- Sim, e o que isso importa para você? Perguntou o gerente com ar de impaciente.

- Eu, senhor gerente, sou Penélope Hernandez, Presidente e sócia majoritária daquela empresa. - disse ela ainda sorrindo.

- Oh meu Deus, me desculpe Senhora! — disse o gerente agora sem graça.

A mulher sorriu de novo.

- Eu pensei que isso poderia fazer a diferença no seu tratamento. Disse ela ao policial, que se esforçou para conter uma risada.

- Gostaria de nos fazer companhia numa refeição, Sr. policial?

- Não, obrigado senhora, muito obrigado, respondeu ele. Estou de plantão.

- Então, talvez, aceita uma xícara de café antes de ir? Disse ela.

- Oh sim, senhora. Isso seria ótimo! Respondeu o policial.

O gerente do restaurante virou nos calcanhares como se recebesse uma ordem.

- Já vou trazer o café para o policial, Senhora.

O policial observou-a de pé. E falou: - Certamente colocou-o no seu no lugar, disse ele.

- Esta não foi minha intenção, disse a Senhora. Acredite ou não, eu tenho uma boa razão para tudo isso que estou fazendo agora.

Ela se sentou à mesa em frente ao seu convidado para jantar olhou para ele e exclamou:

- Então João, você não se lembra de mim?

O velho João olhou para o rosto dela, com seus olhos tristes e disse: - Eu acho que sim, quero dizer, seu rosto me é familiar.

- Olha João, talvez eu seja um pouco maior, mas olha-me bem, disse a Senhora.

- Talvez eu esteja mais gordinha agora, mas quando você trabalhava aqui, neste restaurante e lá se vão mais de vinte anos, eu vim aqui uma vez, e por esta mesma porta entrei sentindo fome e frio. "Ao falar assim, algumas lágrimas insistiram em escorrer por suas lindas bochechas."

Senhora? - Disse o policial, é difícil acreditar no que estou ouvindo, como uma mulher como a senhora poderia ter passado fome e frio?

Então ela disse, Ouça a minha história:

- Tinha acabado de me formar na faculdade em minha cidade natal, e apostando na minha capacidade vim para a cidade grande à procura de um emprego, mas não consegui encontrar nada.

Com a voz quebrantada a mulher continuou:

- Passado certo tempo e tendo gasto meus últimos centavos entreguei meu apartamento e fiquei perambulando pelas ruas, sem ter o que comer e onde morar, era janeiro, fazia muito frio e estava quase morrendo de fome, quando vi este lugar e entrei, pensando numa pequena chance para conseguir algo para comer.

Com lágrimas nos olhos, a mulher continuou falando: "O João trabalhava aqui e me recebeu com um grande sorriso."

- Agora eu me lembro, disse João. Eu estava atrás do balcão de serviço. Ela se aproximou e perguntou se poderia trabalhar para comer alguma coisa... Mas isto já faz tanto tempo!

- Você me disse que isso era contra a política da empresa. - A mulher continuou:

Então João, você me fez o maior e mais gostoso sanduíche de rosbife que já vi na vida... Deu-me também uma xícara de café, e eu fui para um canto para me deliciar com a minha refeição. E do canto onde me sentei, que é o mesmo onde estamos agora, eu fiquei com medo que você se metesse em encrencas.

Então João, eu olhei e vi você colocar o valor referente ao meu lanche no caixa. Ai agradeci a Deus por você existir e fiquei aliviada por que tudo ficaria bem. Comi e fui embora. O tempo passou, voltei muitas outras vezes aqui a sua procura, mas ninguém sabia informar ser paradeiro, até o que o reconheci ali na rua.

- E aí você começou seu próprio negócio? Perguntou o velho João, agora animado e refeito.

- Sim encontrei um trabalho naquela mesma tarde. Eu trabalhei muito, e progredi com a ajuda do meu Deus Pai. Tempos depois, comecei meu próprio negócio que prosperou bastante com a ajuda de Deus.

em seguida ela abriu sua bolsa e tirou um cartão dizendo:

- Quando terminar aqui, quero que você faça uma visita ao Sr. Martinez. Ele é o diretor de pessoal da minha empresa e vai encontrar algo para você fazer por lá.

Ela sorriu. - Eu poderia até adiantar-lhe algo, o suficiente para você comprar algumas roupas e arrumar um lugar para viver até se recuperar. Se precisar de alguma coisa, minha porta estará sempre aberta para você João e fique certo, nunca mais será um sem teto.

Havia lágrimas de intensa gratidão nos olhos do idoso. - Como eu posso agradecer-lhe,  perguntou!

Não me agradeça - Ela respondeu. Glorifique a Deus que me levou até você quando a solidão e a necessidade me bateram a porta. Eu também o glorificarei, pois, Ele agora me trouxe você coroando a minha busca de tantos anos.

Fora do restaurante, o policial e a mulher pararam e antes de ir embora ela disse:

- Muito Obrigada por toda sua ajuda! Em vez disso, o oficial disse: - Obrigado digo eu, que hoje vi um milagre, "O Milagre da Gratidão" algo que eu nunca vou esquecer... E Obrigado pelo café.

Ela finalizou, que Deus te abençoe sempre e não esqueça que quando jogamos pão sobre as águas para alimentar simples peixinhos, nem percebemos que um dia nos será devolvido em abundância.
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É isso aí. Nunca devemos esquecer que:

I - Deus é tão grande que cobre o mundo com o seu amor e tão pequeno que é capaz de entrar e habitar em cada coração.

II - Quando Deus te levar à beira do precipício, confia N'ele completamente e deixe-se levar. Apenas uma  coisa vai acontecer, ou Ele ampara você ao cair, ou vai te ensinar a VOAR!

III - Deus nunca atrasa nem chega cedo demais, tem acompanhado tuas lutas, e uma GRANDE bênção poderá estar chegando à tua vida.
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Ainda jovem ouvi história parecida. Os detalhes que me vieram a lembrança me permitiram desdobrá-la neste texto. Por tanto, embora desconhecendo o autor do tema, os créditos vão para ele, procurei apenas temperar a trama para realçar o significado da palavra "GRATIDÃO."
Vicente Almeida
18/05/2013

sábado, 4 de maio de 2013

A FORÇA DO AMOR - Por Vicente Almeida

O homem foi embarcado no trem que em seguida partiu. Horas depois atravessou a fronteira que limitava aquele país com o seu.

em solo pátrio, após percorrer algumas centenas de quilômetros, seu vagão foi completamente ocupado por algumas dezenas de universitários, que se destinavam aos seus lares, afim de passar férias com seus familiares.

Aquele homem aparentando uns sessenta anos de idade, pele queimada, olhar triste e perdido, cabeça baixa, sem articular uma só palavra com os presentes, não percebia o barulho infernal que faziam os estudantes,  nem si quer notava a presença deles.

Durante algumas horas ele se manteve introspectivo, como se olhasse apenas para dentro de si.

Estava tão absorto em seus pensamentos que nem ouvia o burburinho naquele vagão, apesar dos cantos e batuques entoados pelos estudantes.

Uma jovem de uns vinte e três anos, que sentava ao seu lado percebeu sua tristeza e tentou confortá-lo. 

Voltando-se para ele procurou dialogar. De princípio mal olhou para ela e voltou a adentrar-se. Isto despertou mais ainda o interesse dela, que passou a insistir para que ele também se alegrasse um pouco já que a viagem seria longa.

Dizia ela:

- Por que o senhor não se abre comigo? ainda temos oito horas de viagem e seria bom que trocássemos alguma ideia. O senhor com essa idade, certamente tem algo a me ensinar e se estiver com algum problema, quem sabe não possa eu ajudá-lo! Sou universitária e conheço muita gente.

Aquele homem que parecia um sessentão olhou firmemente nos olhos dela e ela percebeu quanto havia de tristeza naquele olhar e se interessou mais ainda pela sua possível história.

E ele acreditou na sua sinceridade dizendo: - É acho que a Senhora não vai mangar de mim...!

Fez uma longa pausa e finalmente disse...

... Tenho quarenta e dois anos, embora pareça muito mais velho!

Respirou fundo como a criar coragem e começou sua história;

- Fui prisioneiro de guerra no país vizinho durante vinte longos anos, você não poderia imaginar o que é isto. Fiquei incomunicável com meu povo e meu país, me senti abandonado, e esquecido,  nunca me permitiram escrever para lhes dizer onde estava, para falar das minhas saudades e amarguras e até mesmo demonstrar que não estava morto.

- Esta semana fui libertado e me permitiram que da prisão escrevesse uma carta para meus familiares e me prometeram postar no correio dizendo que chegaria antes de mim.

- Fiz aquela carta dias antes de me embarcarem neste trem e lhes entreguei, na esperança de cumprirem sua promessa. Não tenho bagagem, apenas a roupa do corpo e uma passagem até o final da linha.

- Zombaram de mim quando lhes falei que tinha um lar e família composta de mulher e dois filhos de menos de cinco anos.

- Pois bem; Estou voltando para casa...

... E a carta que escrevi era mais ou menos assim:

"Mulher, não morri, mas fui mantido prisioneiro por vinte anos. Esta semana fui libertado e estou voltando para casa, mas antes de me embarcarem autorizaram a lhe escrever esta carta. Possivelmente você terá contraído novo matrimônio, virou avó, mudou de endereço e poderá até ter me esquecido, pelo que não a culpo!

Mas na entrada da nossa cidade há uma longa curva e nela um frondoso Ipê. Caso ele ainda esteja lá e você não tenha me esquecido, peço-lhe que pendure um lenço branco no galho que aponta para a via férrea. Procurarei me sentar ao lado da janela para ver.

Se o lenço não estiver lá, não se preocupe passarei direto pela estação, não a incomodarei e nunca mais a cidade me verá".

Ao concluir sua história ergueu o olhar e percebeu que sua interlocutora estava soluçando e com lágrimas escorrendo pela face.

Ela então se levantou e baixinho foi conversar com seus colegas narrando o fato. Esses por sua vez, sensibilizados foram deixando seus assentos e percorrendo todo o trem composto de seis vagões conduzindo cerca de duzentos e cinquenta passageiros. Em cada vagão  passaram essa história para todos, depois retornaram aos seus lugares e emudeceram.

Dai para a frente, o tempo se tornou uma eternidade. Foi horrível, a angústia e a solidariedade haviam sido compartilhadas e  o silencio reinou absoluto durante horas, todos ansiosos aguardando a grande curva.

A longa jornada já durava dezoito horas, e eram quase dezessete horas quando o trem se aproximou da cidade onde ele havia morado e todos os passageiros lotaram as janelas do lado que se avistaria o Ipê.

Ninguém piscava, todos torciam para aquele homem. Queriam ver um lenço branco, mesmo que fosse bem pequenininho, pois ele significaria: "SIM! ESTAMOS A TUA ESPERA"

O trem apitou indicando a proximidade da curva que foi avistada a cerca de um quilômetro de distância...

... E o velho Ipê estava lá. De longe perceberam que toda sua copa estava branca, então julgaram ser a sua florada e se interrogavam, como poderemos ver um lenço branco perdido no meio de tantas flores?

SURPRESA! O maquinista também sabendo da história do seu passageiro, quanto mais se aproximava do Ipê, mas reduzia a velocidade do trem até quase parar, de forma que muitos saíram pelas portas laterais para ver a árvore que decidiria seu futuro.

... E viram, não um lenço branco, mas, dez..., cinquenta..., cem..., mil..., milhares, impossível contá-los. A copa do velho Ipê estava inteirinha branca quase escondendo toda a folhagem.

Impossível é descrever a emoção reinante naqueles passageiros, lágrimas e gritos de euforia explodiram de tal forma que poderíamos traduzir em um "OBRIGADO SENHOR".

Ao chegar na estação, sua mulher, seus filhos, netos e a cidade inteira estavam lá para recepcioná-lo.

Ele que não tinha bagagem desembarcou do trem e humildemente foi abraçar aquela gente com a sensação de haver renascido. Aquela viagem jamais será olvidada.

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Chegamos ao fim do nosso despretensioso conto. Este é o último parágrafo, não há mais tempo para descrever as festividades alusivas a recepção daquele passageiro ferroviário em sua terra natal, e como ficou sua vida, um, dois ou cinco anos depois, nem como alguns passageiros que constituíram a parte emocional da trama compreenderam a imensurável força do verdadeiro amor. Gostaria de falar sobre as copiosas lágrimas do velho maquinista, e a velha estação onde desceu o passageiro, nunca mais foram os mesmos. Agora é a vez do leitor. Visualize mentalmente as cenas e tire suas conclusões finais.
Escrito por Vicente Almeida
04/05/2013


Isto é ficção e qualquer semelhança com fatos ou pessoas terá sido mera coincidência.