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O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CARIDADE - O QUE É MESMO? - Por Vicente Almeida

VOCÊ SABE O QUE É CARIDADE?

dois mil anos, quando Jesus encarnou na Terra, com o fim de promover a evolução da humanidade, não escreveu uma única palavra para a posteridade, mas deu exemplos de amor como nunca houve antes nem haverá depois dele. Ele foi o separador das águas, as que passaram e as que estavam por vir.

Para início de conversa, Ele deixou claro a que veio ao pronunciar:

"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas: EU não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento"

"Por que EU vos digo em verdade, que o Céu e a Terra não passarão, nem mesmo um jota ou um til antes que tudo que está na lei seja cumprido perfeitamente".

Isto quer dizer de forma clara e cristalina, que as leis estabelecidas desde toda a eternidade, a se cumprirem em relação ao planeta Terra são realmente imutáveis, e nós, simples mortais, não temos nenhum poder sobre elas, não importando a que conceito religioso pertençamos, mesmo que tenhamos um poder econômico avassalador, dá no mesmo! Não somos nada! 

Deus está acima de tudo com sua misericórdia infinita ainda que não seja compreendido,  nada conquistaremos em caráter duradouro, se não usarmos de caridade com nossos semelhantes. Essa é a lei.

Quando a lei sofre modificações adaptando-se a cada época, não podemos dizer que é uma lei de Deus, mas uma lei civil ou disciplinar, estabelecida para um povo ou nação. A lei mosaica era assim, dividida em duas partes distintas: Uma invariável promulgada no Monte Sinai - Era a lei de Deus que chamamos de "Os dez mandamentos". A outra foi estabelecida pelo próprio Moisés, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, modificava-se conforme as necessidades evolutivas das gentes.

E você já começa a perguntar: E onde entra a caridade neste texto?

Bom, estamos falando sobre Jesus, que ensinava a prática da caridade, independente da utilização de dinheiro! Ele jamais mencionou essa necessidade para se tornar um benfeitor. Na verdade Ele sugeria que devíamos nos doar em cada ato praticado em benefício de um irmão.

Observo que você poderá achar muito difícil se doar juntamente com o ato praticado! Melhor dizendo, talvez nem entenda o que estamos tentando dizer. As palavras de Jesus nem sempre podiam ser entendidas de forma literal. É preciso abrir o coração e a mente para conseguir uma luz de compreensão e esta luz certamente virá... Se você assim o desejar!

Doar-se é: Ao praticar uma boa ação, inserir nela seus melhores pensamentos e seu carinho proporcionando bem estar ao beneficiário.

Doar é: Enviar algo que possa ajudar alguém, sem se preocupar em  atingir sua meta, isto é; sem nenhuma centelha de amor. Doar é também se desfazer de coisas inúteis para si... Mas mesmo este ato de doar, poderia se tornar um DOAR-SE, se o autor inserir pensamentos amorosos em favor daquele ou daqueles que venham a receber sua oferta.

Certo dia, quando Jesus pregava mais um dos seus sermões esclareceu a forma como seus pupilos, ou seja; NÓS seriamos julgados. Ele disse que seríamos apartados, uns à direita e outros a esquerda.

E o Senhor dirá aos que estiverem à sua direita, benditos sois, vocês foram destinados a usufruir das delícias meritórias a que fizeram jus por haverem cumprido a lei estabelecida desde o principio dos tempos.

E  aos que estiverem a sua esquerda dirá: Apartai-vos de mim. vocês serão destinados a tormentos inesquecíveis, por não haverem cumprido a mesma lei, embora tenham sido intensamente estimulados fazê-lo.

E os da direita exclamarão; Senhor, não lembramos quando cumprimos a tua lei. E Ele  lhes dirá: Toda vez que alimentastes, que deste de beber, que hospedastes, que vestistes, que visitastes um enfermo ou um encarcerado, em verdade vos digo que foi por amor a mim que o fizeste, por acreditar que verdadeiramente sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao PAI se não por mim. 

E os da esquerda por sua vez exclamarão; Senhor. não lembramos quando e como deixamos de cumprir a tua lei. E Ele lhes dirá: Toda vez que deixastes de alimentar, que negastes de beber, que negastes abrigo, que negastes uma vestimenta, que te furtastes a visitar um enfermo ou um encarcerado, foi por desamor a mim que NÃO o fizeste, por te julgares acima da lei usando os estigmas do vício na matéria, em forma de orgulho, vaidade e egoísmo.

Nesta passagem evangélica contida em Mateus, capítulo 25, Jesus deixou bastante claro que a caridade é o único passaporte possível para acesso sereno às delícias do paraíso. E aqui não estamos falando do paraíso celeste onde o laser seria eterno, segundo o entendimento dogmático, característica  de muitas religiões. 

O paraíso de que falamos, se reflete no estado de espírito, aquele que nos proporciona indizível bem estar por haver praticado algo bom e agradável. Assim se sentirão aqueles separados à direita.

Da mesma forma, os tormentos a que serão atirados os da esquerda poderão parecer eternos, uma vez que quando sofremos, após certo tempo, sempre julgamos ser infindável, e dizemos: "É um sofrimento eterno". Daí o fato de Jesus falar em suplício eterno, como única forma possível de entendimento e aceitação, pois sabia estar lidando com um povo rude e o argumento do sofrimento sem fim era uma forma de frear a animalidade ainda predominante. Sabemos contudo que o sofrimento eterno não existe é uma metáfora.

O leitor atento observará também nesta passagem evangélica, que em nenhum momento Jesus falou que devíamos praticar a caridade através da COMPRA de alimento, de vestimenta, ou de água, ou ainda pagando a hospedagem, o remédio ou a liberdade de um encarcerado.

Na verdade, a intenção dEle era nos ensinar a praticar o segundo maior mandamento, o amor ao próximo. A ideia central era possibilitar a adesão de todos sem que fosse necessário gastar um único centavo, além do mais, Jesus sabia que a caridade realizada através da riqueza exibicionista não é caridade, nem é meritória. 

Uma coisa é você dar um prato de comida olhando nos olhos daquele necessitado e sentindo um fraterno amor por ele, outra coisa é deixar cair uma ou mais moedas na sua vasilha enquanto com desprezo desvia dele o seu olhar.

Uma coisa é envolver-se de coração com uma causa nobre para ajudar com alegria e despretensiosamente. Outra coisa é ter o imenso trabalho de assinar uma folha de cheque fazendo uma grande doação, sem siquer tomar conhecimento de como será utilizado OU desviado o seu valor e ainda esperar que toquem as trombetas. Ah, isto dá uma canseira danada! É um trabalhão!

A caridade realizada com o fim de ajudar alguém de verdade, sem esperar retorno é a caridade que salva.

A caridade realizada com o fim de obter vantagens no presente ou no futuro, jamais poderá ser levada em conta futura para  salvação, por que ele, o autor, já recebeu a paga. Esta é, pois, a caridade que não salva. 

Por tudo isto, Jesus certa vez disse em uma de suas pregações: A única moeda ofertada no templo pela viúva pobre era mais valiosa do que mil talentos ofertados pelo rico, por que ela, a viúva, estava doando do que lhe era necessário e o rico doava daquilo que não lhe faria falta.
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Em tempo devemos esclarecer que Jesus não desprezava a riqueza, pois ela é também um benefício do Criador, quando resultante de trabalho. Ele apenas estimulava os ricos a se tornarem mais sensíveis às necessidades do proletariado.

Esta postagem foi inspirada em um comentário do médico dos pobres: Doutor Bezerra de Menezes, no livro: Herdeiros do Novo Mundo - 1ª Edição/2009.

Texto: Vicente Almeida
15/01/2013

3 comentários:

  1. É...

    Sei que sempre abordo temas que vai de encontro aos princípios de muita gente. Este é um deles!

    O que mais gostaria que a humanidade entendesse era o que Jesus realmente queria dizer com suas palavras falando a um povo rude e violento.

    Contudo, ainda é muito difícil esta humanidade atual entender que Ele era verdadeiramente manso e humilde de coração e pregava o amor incondicional,

    Não deveríamos crer que Ele, portador do Perdão absoluto destinasse uma única alma a sofrimentos eternos, isto seria um contra censo, entretanto, muitos preferem fechar a mente ao entendimento e continuar pregando mentiras por que dá mais ibope.

    Precisamos entender melhor suas palavras, observando o tempo, a circunstância e o povo daquela época ou continuaremos indefinidamente sem nada compreender.

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  2. Realmente, Vicente, você aborda temas que vão de encontro aos princípios de muita gente. Fique tranquilo. As pessoas não respondem mas o seu recado deixa marcas valiosas, Às vezes, o silêncio da resposta já é um bom resultado..sinal de que a pessoa parou para refletir no que você sabiamente tentou passar. Parabéns, mestre amigo!

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  3. É...

    Fátima:

    As vezes a boa semente custa muito a germinar, mas ela nunca morre, apenas aguarda o tempo propício para eclodir. O importante é semear.

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