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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A DIVINA COMÉDIA - Introdução Parte 2/3 - Por Vicente Almeida

Dante e seus poemas
POEMA "DIVINA COMÉDIA"

Introdução - Parte  02/03

Autor: Dante Alighieri

SOBRE A OBRA

Poucos escritores na História conseguiram dar à sua obra um caráter universal e atemporal. Dante Alighieri está entre eles: a viagem metafísica de suas páginas influenciou toda imaginação e cultura ocidentais de tal forma que é quase impossível falar em céu, inferno e purgatório sem se referir  à sua Divina Comédia.

Quando a alma de um homem que ainda não morreu empreende uma jornada pelo inferno, ele aprende o que significa "Viver a Vida". O autor deste poema medieval, Dante Alighieri, trouxe o inferno à vida através de representações extremamente realísticas de tortura, dor, dos demônios e do próprio Satanás.

Esta obra prima foi escrita no período de 1307 a 1321. É constituída de 100 (cem) Cantos, (divisão de longos poemas) divididos em estrofes de três linhas, totalizando 14.233 versos. O livro é volumoso e conforme a editora poderá conter entre duzentas e mais de 1.000 páginas incluindo as imagens. Em volume único ou até 10 volumes.

O sentido desta obra não é simples; ao contrário ela é “polissemia”, pois outro é o sentido literal, outro aquele das coisas significadas. Declarava Dante com essas palavras que a “Divina Comédia” é um poema alegórico. Mas, Não somente no poema há alegorias particulares, como o poema, na sua inteireza, tem uma significação, ou melhor, várias significações alegóricas.

Muitas foram as interpretações que da “Divina Comédia” se fizeram sob esse ponto de vista. Alguns comentadores puseram em maior evidência o seu sentido moral e teológico; outros consideram o poema dantesco como uma obra de inspiração política e ligada intimamente às vicissitudes pessoais do poeta.

Não são, porém, as intenções alegóricas que consagram a imortalidade da “Comédia” dantesca, à qual os pósteros atribuíram a qualificação de divina. “Divina Comédia” é, principalmente, uma formidável obra de fantasia e de representação poética, talvez um dos pontos limites que a inteligência humana pode alcançar.

A obra é dividida em três partes: O Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Nossa meta é publicar a parte referente ao "Inferno", que é a que realmente mais interessa ao leitor e mais nos chama a atenção.

Com a ajuda do personagem "Virgílio" - poeta da antiguidade latina, que escreveu Eneida, símbolo da razão divina - Dante percorre esses três pontos: Os dois primeiros terríveis, do Inferno ao Purgatório, para ter o direito de entrar no paraíso com o auxílio de sua doce amada, Beatrice.

Comédia se refere ao sofrimento em antítese a alegria e paz do Paraíso. Daí a Divina comédia de nossas vidas de nossos sofrimentos, sempre vislumbrando a Deus na hora da morte. A obra apresenta-se, também, de forma crítica quando Dante chama a prestar contas em tribunal simbólico, os poderosos.

Segundo E.R. Curtius, "Dante chama ao tribunal papas e imperadores de seu tempo: reis e prelados, estadistas, déspotas, generais; homens e mulheres da nobreza e da burguesia das corporações e das escolas".

A provação, o moralismo de Dante - colocando-se como alguém "perdido em uma selva escura" aos 35 anos - e do leitor representando a humanidade, numa metalinguagem edificante.

Todo aquele que pecar deve procurar a redenção de seus pecados, esse é o objetivo escondido nas palavras. Não basta dizer que se arrependeu é preciso ter fé e ser racional, na sociedade do dogma.
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Continua na parte 03/03

Vicente Almeida
25/11/2013

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