OBRIGADO PELA VISITA

O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DO NOSSO INCANSÁVEL PICA PAU, ABUNDANTE AQUI NA MATA DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O ESCUDO DO DESAMOR - Por Vicente Almeida


O ESCUDO DO DESAMOR

Ninguém, nem mesmo Deus poderá nos ajudar se não fizermos a nossa parte, por que quando deixamos de perdoar os outros é a nós que estamos negando o perdão. Somos vítimas de nossos atos. Por isto aquela recomendação de Cristo: Se fores fazer uma oferta ao Senhor e tiveres em guerra com teu desafeto deixa no altar a tua oferta, e vai antes se reconciliar com ele, depois volta e faz a tua oferta e o Senhor te reconhecerá e te ouvirá.

ausência do perdão, que impede a prática do bem enegrece a alma, e cria um escudo invisível, impenetrável e maléfico em torno do nosso corpo. Esse escudo impede a recepção de benefícios celestes. Eternamente Deus derrama suas bênçãos sobre todos, mas muitos usam seus escudos invisíveis e essas bênçãos caem sobre eles e escorregam sem os tocar.

Vejamos isto de uma maneira clássica: Imaginemos estar andando na rua em um dia chuvoso, mas munido do nosso guarda chuva. Ao começar a chover, abrimos o guarda chuva e ela escorrega para todos os lados, sem nos molhar. Estamos assim protegidos. Enquanto isso, ficamos observando muita gente correndo para se abrigar por não estar preparados.

Assim sendo entendemos que o guarda chuva é o escudo que nos protege da chuva, e o escudo maléfico, invisível e impenetrável, que criamos é aquele que impede de recebermos as bênçãos descidas das alturas. Mesmo que estejamos no meio de uma multidão beneficiada permaneceremos isolados e sofrendo.

Quando e como acontece esse isolamento?

Se observarmos nossos próprios atos descobriremos facilmente.

Escrito por Vicente Almeida
23/08/2011

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POSTURA DE VENCEDOR - Por Vicente Almeida


AINDA HÁ TEMPO

Quem já não se deparou com alguma situação difícil na vida?

Acreditamos que muitas pessoas já passaram de alguma forma por momentos considerados intransponíveis, difíceis, quase impossíveis, às vezes angustiantes...

...E superaram! Inclusive você caro leitor!

Aqueles que mais sofreram certamente se preocuparam demais com o problema em si, se lamentando ou descarregando suas amarguras nos outros, preferentemente nos subordinados que nesta hora, servem muito bem aos seus propósitos como saco de pancadas. E nesta situação pagam o pato: Os filhos; O cônjuge; A sogra; Os empregados, e até mesmo aqueles que tentam ajudá-lo “Os Amigos”. Sabemos que esta conduta além de não conduzir a uma solução, amplia o problema.

Entretanto, aqueles que ao detectar uma crise, ao invés de se lamentar, passaram a administrar essa dificuldade com intenção de superá-la obtiveram êxito, pois, prenderam a sua mente com imagens positivas, e assim receberam mentalmente ou através de amigos, sugestões as mais diversas, inclusive aquelas que os levaram a sair da situação crítica. Esta é, pois a via expressa e disponível para todos.

Deus em sua imensa misericórdia nos capacitou para dominar e transformar a terra, e nós a dominamos e a transformamos. A geografia terrestre já não é a mesma. É um mundo cheio de obstáculos, amarguras, vícios e violências.

Precisamos mudar esta situação repensando nossa vida, o que está dando errado e o que está dando certo. Fácil é errar, não necessita qualquer esforço, mas para acertar, é indispensável que a nossa inteligência funcione, e não devemos ter preguiça de exercitá-la.

Estamos permanentemente em contato com as pessoas e nem sabemos como tratá-las, nem percebemos que precisamos delas mais do que podemos imaginar. O nosso sucesso em qualquer situação, depende muito da nossa conduta com nossos semelhantes.

Precisamos mudar nosso modo de ver e amar as pessoas, não tentando impor nossa vontade pelos simples fatos de se encontrarem abaixo de nós na escala do poder. Jesus foi o Rei  mais poderoso que passou pela terra. Foi também o mais humilde e não temos notícia que ele em algum momento tenha constrangido a alguém. Sua recomendação era: "Faça aos outros o que queres que te façam".

Cada indivíduo é único no meio desses mais de seis bilhões de pessoas, com ideias próprias do certo e do errado. Por tanto cada um possui seus próprios pensamentos que não nos pertencem. Poderemos nos tornar seus amigos, desde que não venhamos a transigir contra a sua individualidade, e respeitando seus pontos de vista, para que os nossos também sejam respeitados. Há uma máxima que diz "É dando que se recebe".

Muita gente pensa que adotar uma conduta coerente, de respeito, amizade e confiança, de nada adianta. Mas se alguém adota uma conduta digna e melhora, o mundo melhora acompanhando-o. Sua família será mais feliz, seus amigos serão mais leais, seus negócios farão mais sucesso. Não é isso que todos buscamos? Então mãos a obra!

Quer saber? Um minuto começa a partir do primeiro segundo, uma hora com o primeiro minuto, uma cachoeira começa com a primeira gota d'água, e a mais longa jornada com o primeiro passo. Por mais faraônica que seja a construção, ela se inicia a partir do assentamento do primeiro tijolo.

Assim também é a paz. Se a desejamos devemos dar o primeiro passo e insistir e nos manter firmes na ideia.

Nossa vida, e uma construção pessoal e leva dezenas de anos para que possamos estabelecer segurança e paz. O tempo não espera a gente melhorar, nós também não devemos esperar o tempo melhorar, quem sabe faz a hora. Vamos começar agora, já!... Desenvolvendo nossas potencialidades. Elas existem, é só acreditar.

Os obstáculos que surgirem durante a jornada fazem parte do nosso aprendizado, e estão a nossa frente, exatamente para que aprendamos a nos desviar deles. É superando-os que desenvolveremos nossa inteligência para voos cada vez maiores. Não devemos nos preocupar quanto tempo leve. Se tentarmos apressar demais o passo, ao invés de adiantar, nos atrasaremos. Tudo virá a seu tempo, desde que façamos a nossa parte.

Ao desenvolvermos nossas habilidades, inteligência e criatividade, descobriremos facilmente uma saída para cada situação vexatória que surgir. Onde muitos enxergam problemas, passaremos a ver soluções.

Os meios para nossa felicidade, não vem de fora, nasce dentro de nós. É o resultado de nossos pensamentos, palavras e atos.

Escrito por Vicente Almeida
22/08/2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O PREGUIÇOSO - Por Vicente Almeida

CRIME E CASTIGO


DEUS não disse que a vida seria fácil, mas, nos fez ver que valeria a pena se fizéssemos a nossa parte.




























Imagens capturadas na internet.

Formatação, Texto e história desenvolvidos por Vicente Almeida
postado em outras mídias  em 23/10/2009 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O FUTURO TECNOLÓGICO PREVISTO EM 1954 - Por Vicente Almeida


Este vídeo foi produzido pela General Eletric - GE em 1954 prevendo o avanço tecnológico do futuro, e muitas das previsões já se concretizaram.

Observe como era chamado o computador nos primórdios da era tecnológica: "Cérebro Eletrônico".
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Créditos para meu amigo Carlos Airton, de Manaus, que me enviou esta preciosidade.


domingo, 19 de agosto de 2012

FAÇA A HISTÓRIA DA SUA VIDA - Por Vicente Almeida

NÃO ESPERE - FAÇA ACONTECER

É muito comum ao final de um ciclo anuário, passar pelas gentes e dizer: Feliz Natal... Feliz Ano Novo... Parabéns.

Quantas vezes essas palavras são pronunciadas com sentimento fraterno, verdadeiro? Às vezes elas saem da nossa boca tão naturalmente que nem percebemos que as pronunciamos, quer dizer; O coração não participou do que falamos.  E aquele que recebe a felicitação, também responde maquinalmente com um "Obrigado" desatencioso e pra lá de sem graça.

Ah gente: São milhões de desejos para que o ano seguinte seja melhor, tanto na entrada de ano novo como no dia do nosso aniversário, mas o percentual daqueles que se esforçam para que assim seja, é muito pequeno.

Até os projetos para o ano seguinte vão ficando para trás. É comum, após a euforia dos festejos e planos botar no fundo do baú e nunca mais tirar de lá.

Sabemos perfeitamente que um ano iniciante é igual a qualquer outro. É como um bloco bruto de granito, sem forma definida. A nós compete transformá-lo na mais bela escultura ou arrastá-lo intacto o ano todo. Podemos ainda dar-lhe uma forma gloriosa ou transformá-lo em cascalhos. 

Compete a cada um traçar o caminho da própria  felicidade fazendo sempre a sua parte. Cada novo ano contém 365 ou 366 dias e todos os dias muitas oportunidades para fazermos o melhor que pudermos.

O novo ano, ainda não é bom, nem ruim, como já mencionamos é o seu bloco de granito é o seu livro em branco. Faça dele sua melhor escultura ou a melhor história da sua vida.

Somente você poderá traçar e executar essa tarefa intransferível.

No decorrer do ano que começa, eventos fortuitos, inesperados e até mesmo indesejáveis poderão ocorrer, mas haverá sempre uma chance para superá-los. Por tanto devemos manter a cabeça erguida, olhando para frente.

Não devemos embaraçar nossa vida revolvendo o passado, principalmente se isto reabrir a chaga da amargura.

A solução estará no futuro bem ali a nossa frente, mas para visualizarmos é necessário esvaziarmos a mente e o coração de todos os pensamentos retrógrados. 

Todas as nossas dificuldades são passageiras e aparecem em nossas vidas para testar nossa capacidade de aprendizado e estimular nossa criatividade para superar obstáculos.

Se quisermos a paz, sejamos o primeiro a promovê-la. Se quisermos muito, devemos trabalhar bastante. O suor é o melhor ingrediente para conservar uma riqueza.

Se quisermos ser respeitados, façamo-nos merecedor de respeito, sem imposição. Estes são ingredientes para um ano cheio de realizações e paz de espírito.

Somos nossos escultores e escritores. Façamos o melhor que pudermos. Não devemos esperar acontecer. Façamos Acontecer!

Escrito por Vicente Almeida 
19/08/2012

sábado, 18 de agosto de 2012

O CARPINTEIRO - Por Vicente Almeida

O CARPINTEIRO

Havia em um país distante, dois irmãos muito ricos e proprietários de uma grande fazenda, separada apenas por um rio e cada um morava de um lado. Se visitavam com frequencia e eram muito amigos.

Um dia o irmão mais novo por um motivo banal, que não vem ao caso encrencou com o mais velho, e pediu que ele nunca mais atravessasse o rio para sua fazenda.

O irmão mais velho ficou magoado e até indignado. Mandou procurar um carpinteiro e lhe disse: Tenho um trabalho para você:

- Quero fazer uma cerca dividindo este rio, de forma que as duas propriedades fiquem separadas, e quem está do lado de lá não possa ver nem passar para o lado de cá, e também quem está do lado de cá não possa ver nem passar para o lado de lá. E disse mais: Tive um grande desgosto e Estarei viajando amanhã. Retornarei em um mês.

Quando retornar quero tudo pronto e lhe pagarei pelo serviço combinado.

Ah... Ia esquecendo. Vê aquela bela pilha de taboas? É da melhor qualidade, use-a para a cerca. E no dia seguinte viajou.

Coincidentemente o irmão mais novo também magoado viajou para passar um mês fora.

O carpinteiro chegou no dia seguinte e pediu a um dos serviçais da fazenda para ajudá-lo, e na montanha de taboas começou a separar as melhores.

O serviçal questionou dizendo:

-Vamos ter dois trabalhos. Não seria melhor levar a madeira como está e ir colocando à margem do rio?

Disse o carpinteiro - Não é tão simples assim! Tenho planos especiais para a melhor madeira. Se vamos construir algo seguro e duradouro, temos que usar aquela de melhor qualidade.

Um mês depois chegou o proprietário, que chamou o carpinteiro e juntos foram olhar a cerca. 

Quão grande foi a sua surpresa ao chegar à margem do rio e não encontrar uma cerca, mas uma bela e bem arquitetada ponte unindo as duas propriedades. Ficou horrorizado e mais indignado ainda. 

Ia virar-se para brigar com o carpinteiro, mas ao olhar para o outro lado da ponte, viu o seu irmão atravessá-la correndo, e de braços abertos vinha ao seu encontro. Teve uma grande surpresa, pois o irmão chegou e caiu aos seus pés de joelhos, lhe pedindo perdão pelo mal que lhe havia causado dizendo:

Irmão amado. Perdoa a minha insensatez. Fui ingrato com você, fui vil, nem mereço ser seu amigo, e mesmo assim você construiu uma ponte para unir mais ainda nossas famílias.

O outro surpreendido com as palavras do jovem irmão, ficou muito feliz, pois na verdade o amava demais, e havia ficado por demais magoado ao perdê-lo.

O carpinteiro, silencioso ao lado dos dois se deliciava com a cena, quando o outro perguntou: Quem foi o autor de tão magnífica construção? O mais velho respondeu:
- Este carpinteiro aqui, que a partir de agora está empregado enquanto eu viver. Aí o mais novo perguntou se ele poderia fazer alguns trabalhos também para ele.

Então o carpinteiro solícito e sorridente exclamou:

"Não posso trabalhar para vocês permanentemente. TENHO AINDA MUITAS OUTRAS PONTES A CONSTRUIR!!!"

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Quando criança observava meu pai ler a Bíblia com frequência, não a bíblia que conhecemos hoje, mas um livro cujo título era: História Sagrada do Antigo e do Novo Testamento, editado em 1952 pela Editora vozes Ltda e que herdei e mantenho-o em minha biblioteca. Eu o ouvia contar esta história inúmeras vezes. Liguei às histórias da Bíblia. Depois constatei que ela não estava lá com este conteúdo. Estamos reproduzindo ao nosso modo de contador de histórias, para que lhe proporcione bem estar ao ler. 

Escrito por Vicente Almeida
18/08/2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

TABUS E MEDOS - Por Vicente Almeida

TABUS E MEDOS

Nasci na Zona rural em um pé de serra denominado Belmonte, aqui no Crato-CE. Meus pais eram singelos agricultores, tementes a Deus, e não arredavam uma vírgula do que lhes eram repassados pelos sacerdotes do seu tempo. O que eles aprenderam foi o que nos repassaram no decorrer dos anos.

Quando eu tinha cerca de dez anos, um informante mal informado me disse que no último dia da semana santa, sábado de aleluia, deveria haver uma missa a meia noite, e somente poderia ser celebrada se os padres, folheando todos os livros da igreja encontrassem uma gota de sangue, o sangue de Cristo entre as páginas de um deles. Por isto as portas ficavam cerradas. Quando o sangue era encontrado, os sinos tocavam alegres e as portas eram abertas ao público. 

Meu medo era que não encontrassem a gota de sangue, pois fiquei sabendo que se não fosse localizada, o mundo acabaria naquele ano. Então nessas noites eu não conseguia pregar o olho até ouvir o sino tocar a meia noite.

Com o passar dos anos, fui crescendo, mas sempre temeroso de um dia o mundo acabar no ano em que não encontrassem aquela gotinha de sangue. Aquilo não me saia da cabeça. Mais algum tempo e fui autorizado a ir à missa do sábado de aleluia. Então me plantava na calçada da Sé Catedral ouvindo o barulho interno sem nada poder ver, e ficava também de olho no grande relógio da matriz, doido que chegasse a meia noite e que os padres encontrassem a tão esperada gota de sangue.

O leitor jovem que não passou pelos tempos negros dos tabus religiosos, não pode imaginar o que se passava na cabeça de uma criança até os anos 60 do século XX. Naquele tempo a gente não podia conversar com os adultos sobre essas coisas, pois eles saiam com evasivas, talvez por que também nada soubessem explicar. Para a população da época, o padre era a vós de Deus e tudo que ele falasse estava certo e ponto final.

Quando se aproximava esse tempo, eu perdia o apetite e ninguém me fazia comer coisa alguma. Às vezes me escondia para não conversar com ninguém, e até temia tocar no assunto.

É... Fui um garoto irrequieto, mas cheio de temores e traumas, mas não culpo os fundamentos da religião por isto. Reconheço as limitações culturais do povo daquele tempo.

Lembro-me de 1957 quando falaram que em 1960 haveria três noites de escuro, e durante a escuridão a maior parte da população mundial morreria.

Pois bem, sofri durante os três anos seguintes e passei meses sem me alimentar direito. Era horrível ser criança e não poder falar com os adultos sobre nossos temores. Talvez eles tivessem me ouvido e me orientado. Mas eu temia demais falar sobre o assunto quando cheirava a morte. Eu tinha meus sonhos e queria muito realizá-los antes de morrer.

Por motivos religiosos e pelos tabus pregados como verdades, sofri muito na minha infância, juventude e adolescência. Se estou aqui narrando para vocês é por que sei que muitos também passaram por coisas semelhantes e como eu, certamente deram a volta por cima sem armazenar traumas.

Cada um tem a sua história. Qual é a sua?

Escrito Por Vicente Almeida
17/08/2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

TRAÇOS DA MATURIDADE - Por Artemísia

TRAÇOS DA MATURIDADE

Os traços da maturidade mostram a beleza que foi e é a sua vida...

Eu me acho uma pessoa normal. Olhos, nariz, boca, tudo no lugar. Meu cabelo de anjinho barroco, que a minha mãe fazia uns cachinhos lindos e deixava-me tão linda quanto o anjinho. Quando cortaram ficou muito rebelde e incomodava todo mundo. Sempre havia alguém a dar pitacos e o pobrezinho não tinha sossego.

Personalidade de adolescente de cidade pequena é muito engraçada, vai pela cabeça dos outros como se fosse piolho. Uma professora que já havia morado no Rio de Janeiro adorava mandar: “corta seu cabelo de camadas (era moda, na época!) e eu obedecia. Porque para mim ela era dona da verdade, culta, professora!

Além do cabelo de anjinho barroco... Tive um sarampo muito forte, com tosses terríveis que devem ter estrompado as minhas pregas vocais. Pois tenho uma voz rouca, diferente e isso também incomoda a todo mundo. Não é um elefante, mas... Quando digo incomoda a todo mundo, me incluo. Minha auto-estima era muito baixa até compreender que isso são pequenos detalhes que podem e devem ser superados. Basta querer e eu sempre quis.

Não era fácil conviver com os amigos. Um dia um grande amigo, “mui amigo”, disse para eu cortar a cabeça e jogar fora porque dela não se aproveitava nada. Ah, esqueci de dizer que além do cabelo de anjinho barroco, voz rouca, era cheia de sardas que nem a Poliana.

O que meu amigo não sabia era que eu me tornaria uma pessoa cheia de sonhos. E quando se sonha a vida tem sentido. Nunca tive depressão por ser feia, mas andava igual uma abestalhada sempre com um lenço amarrado na cabeça, pensando que era bonito. Era moda. Mas eu usava mesmo era para esconder o cabelo rebelde. Passei a ser incomodada pelo pano na cabeça. Parecia que tinha feridas!

O tempo, ah, o tempo! Tudo o tempo resolve. Até isso passa. Tudo passa. Continuo rouca, sardenta, mas o cabelo perdeu toda aquela beleza da infância de anjinho barroco. Tornei-me uma pessoa feliz, alegre e que acredita na beleza interior superando a carcaça visível que se transforma com o tempo.

A beleza do envelhecer está na sabedoria que se ganha com as experiências marcantes de cada situação vivida.

Chamam de terceira idade, melhor idade, feliz idade, eu chamo de FELICIDADE. Alcançar a maturidade com traços que mostram o que foi e o que é a sua vida. De que forma conduziu os dons a você destinados.

Somos nós, somente nós, os verdadeiros responsáveis a construir a nossa felicidade a cada momento. Se felicidade é estado de espírito, diga sempre para ele que você é feliz e ele estará feliz também. Leva-se um tempo para compreender...

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Esta pérola foi extraída com autorização da administradora do Blog:
www.artemisia-palavraspalavras.blogspot.com.br

O texto está em perfeita sintonia com nossos pensamentos aqui no Laboratório Sideral.

Escrito por Artemísia
em 28/11/2010
Aqui publicamos hoje 16/08/2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CURSO DE ESCUTATÓRIA - Por Vicente Almeida

CURSO DE ESCUTATÓRIA - PRECISA-SE URGENTE

vi e ouvi catedráticos de várias áreas oferecerem palestras e cursos os mais variados.
Podemos destacar dentre eles, para mencionar os menos técnicos, mais procurados e mais comuns, cuja duração não excede trinta dias, temos:

I - Curso de Oratória;
II - Curso de Relações Humanas;
III - Curso de Relações Públicas;
IV - Curso de Noivos;
V - Curso de batizados.

Entretanto, nunca vejo qualquer expert oferecendo curso de ESCUTATÓRIA.

Curioso não? Nenhum especialista se apresentou até agora para ministrar cursos de ESCUTATÓRIA.

Acho até que o leitor pensa que estou falando grego.

Pois bem. é que tenho observado que todos aprendem a falar, mas ninguém aprende a OUVIR - Escutar. A isso damos o nome de prepotência, quer dizer: as pessoas acham sempre que estão certos quando falam e não admitem contraditórios.

Devia haver um curso que nos ensinasse a OUVIR - não esse de psicologia que envolve nível universitário, mas um curso popular ao alcance de todos.

Saber OUVIR é uma das maiores dificuldades do momento, com exceção dos namorados, enquanto namorados.

Isto não ocorre somente entre os casais, e pais e filhos.

Onde duas ou mais pessoas discutem, é costume falar cada vez mais alto, como se o outro estivesse a dezenas de metros de distância.

Aliás esta é a razão por que os conjuges falam cada vez mais alto quando estão de mal. Mesmo perto um não consegue escutar o outro, por que estão mais preocupados com a briga em sí do que com a reconciliação e o perdão.

Por outro lado, em muitos encontros, quando o orador está falando, aparecem os apartes e alguns comentaristas com suas dúvidas. Acontece ai, que dois, três ou mais, se manifestam ao mesmo tempo, sem chance para o orador responder as indagações.

A única exceção que observo é nos templos. Quando o sacerdote ou pastor faz a sua pregação, todos ouvem, mesmo não gostando do tema ou do pregador, não reagem, e lá permanecem até o encerramento do ritual religioso. Entretanto, quando o tema não é agradável, lá na platéia de repente começa um ti ti ti. Estou mentindo?

Se alguém nos ensinasse a OUVIR, certamente seríamos bem mais felizes.

Utilizamos o nosso mecanismo auditivo da forma mais inadequado possível e Deus sabe o quanto ele é perfeito.

O encantamento não está somente em aprender a OUVIR as pessoas.

Precisamos também aprender a OUVIR a natureza. E neste caso, dispensamos os catedráticos, pois, O sussurro da brisa, o gorjear dos pássaros, o embalo afinado dos anfíbios em noites invernosas, ou a chuva caindo em nosso teto e escorrendo pelas biqueiras, é música e está ao alcance de todos. Tudo isto é poesia, é beleza é iluminação interior, e só precisamos OUVIR, para perceber a presença Divina em nossa vida.

Poderia aqui ampliar, e falar sobre OUVIR o silêncio, que nos proporciona mais bem estar do que podemos imaginar, mas isto requer explicações bem mais profundas e prolongadas. Fica para outra postagem.

E então gente, vocês não acham que precisamos de alguém que ministre um curso de ESCUTATÓRIA?

Escrito por Vicente Almeida
15/08/2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

DEUS, NÓS O CONHECEMOS? - Por Vicente Almeida

QUEM É DEUS?

Sabemos que nossas postagens mexem com o brio de muitos leitores acostumados a ver a religião pelo lado de dentro, seguindo tradições religiosas pensando estar seguindo Deus.

Os tempos mudaram, e a compreensão humana que até meados do século XX era limitada e obrigada a aceitar sem questionar a pedagogia dos dogmas como verdade absoluta, hoje transita por novos caminhos que revelam conhecimentos antes negados aos leigos, como o direito de estudar sobre as origens da divindade e de si mesmo.

Este que vos escreve, Sempre quis entender religião, mas quando via cada seguimento apresentando um deus segundo seus interesses, ficava sem compreender por que? Ora Deus é único e devia ser visto por todos da mesma forma.

Sabemos que Ele não sai por ai fazendo milagres para satisfazer nossos caprichos mundanos, conforme pregam certas religiões. Deus também não pode ser confinado em lugares específicos conforme pregam outras religiões.

Sabemos mais, que Deus onipotente estabeleceu leis eternas e imutáveis que regem todo o cosmos, e essas leis não podem ser alteradas para nos satisfazer aqui neste cantinho perdido da Via Láctea. Seria muita prepotência da nossa parte imaginar que Deus daria a vitória a um time e prejudicaria a outro só por que pedimos.

Ele é imparcial, não julga, não pune nem beneficia. Nunca ficaria do lado de um prejudicando ao outro. Somos todos filhos seus. Sua criação. Somos uma centelha da sua vontade. Nós é que nos desviamos das leis morais estabelecidas por Deus e sofremos as consequências. O "Livre Arbítrio" nos dá o direito de decidir ser felizes ou infelizes.

Na antiguidade. Segundo a Bíblia. Havia um deus para cada situação ou povo. Eram milhares e cada seguidor pretendia que o seu fosse melhor que o outro. Não vejo diferença nas religiões hoje disseminadas pelo planeta. Continua tudo como antes.

A idolatria no mundo cristão não existe, contudo, cada seguimento religioso idealizou um Deus diferente, ora milagreiro, ora magnânimo e ora vingativo que entrega sua criação à perdição eterna. Seguramente este não é o meu Deus.

O Deus que eu amo nunca me abandonará, nem deverá atender meus caprichos. Sua lei é simplesmente justa e nada mais. Para ser feliz, preciso apenas cumprir sua lei.

Nosso futuro não está escrito, e podemos fazê-lo como bem entender. Somos escultores da nossa própria vida. Podemos dar-lhe uma forma gloriosa e viver felizes, ou arrastar uma vida miserável por todos os nossos dias. Todo dia temos oportunidades de melhorar. Nós decidimos! Para tanto Deus nos concedeu o livre arbítrio.

Nascemos no mundo Cristão, por tanto somos cristãos. Mas não nos deixamos levar pelos conceitos que contradizem verdades absolutas, sobrepondo seus mitos a essas verdades. Não questionamos rituais ou credos religiosos, pois, cada fiel deve seguir o seu coração e participar daquele com o qual mais se identifique. Deus entende perfeitamente.

Deus sabe o de que precisamos, antes que venhamos a pedir-lhe. Façamos com amor, tudo que depender do nosso trabalho, e todas as coisas necessárias nos serão dadas por acréscimo. SIMPLES ASSIM. Nós é que complicamos tudo.

Nossas postagens visam falar sobre Deus e sua criação, e desmistificar tabus e temores implantados em nossas mentes durante muitos séculos. Nossa geração modernizada tem capacidade de compreender melhor quando a informação é desprovida de preconceitos místicos antigos e ultrapassados. Nossa maior confiança no Criador, se origina na razão e não em tabus e medos.

Não podemos nem devemos utilizar a indústria das promessas a Deus e aos santos, tão abundantes no século passado: "Deus me dê isso que eu faço aquilo pro Senhor". POODE?

Escrito por Vicente Almeida
14/04/2012 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

APENAS 24 HORAS - Por Vicente Almeida

AVISO:

Este conto conduz o leitor a tomar decisão,
e poderá provocar alguma ansiedade.
Dependendo do seu estado emocional, não leia agora.
Se não gosta de mistério, abandone a leitura.
 

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Certa manhã na casa dos Lorêtos, a campainha tocou por alguns segundos, três vezes seguidas, depois emudeceu.

Ao ouvir o toque insistente, a Senhora Lorêto apressou-se em abrir a porta e percebeu um senhor aparentemente se afastando da sua casa. Olhou para os lados e estavam desertos olhou para baixo, e surpresa se deparou com um pequeno pacote no pé da sua porta.

Ela o recolheu e verificou que não havia remetente nem destinatário, levou para dentro entregando-o ao marido e lhe contou o acontecido. Ele achou muito estranho e ficou desconfiado do pacote agora em suas mãos.

Mas o fascínio da curiosidade fez com que eles abrissem o pacote, e encontrassem uma caixa em formato de cofrinho e sobre ele havia um botão na cor verde que aparentemente acionava alguma coisa, mas estava protegido por uma cúpula de vidro. A porta de acesso ao cofrinho estava trancada, e eles procuraram a chave. Verificaram novamente a embalagem do pacote, e lá encontraram um envelope com um cartão e uma pequena chave.

Dona Lorêto se apressou em abrir o pequeno cofre para ver o que acontecia, e como estavam em véspera de natal julgaram ser brincadeira de algum amigo. Mas seu esposo disse:

- Primeiro vamos ver o conteúdo deste cartão para podermos conhecer o autor da brincadeira.

Ao abrir o envelope retirou o cartão e leu em voz alta uma assustadora mensagem:

- "Este cofrinho contém um grande segredo. O botão verde protegido pelo vidro é um acionador e somente poderá ser tocado após abrir o cofre, e pelo lado de dentro liberar a trave".

- Ao pressionar este botão verde, duas coisas acontecerão simultaneamente: Vocês receberão um milhão de dólares, mas em algum lugar do planeta, alguém inexplicavelmente será assassinado em função da sua decisão.

- Retornarei em 24 horas. Terão esse tempo para decidir. Se desistirem, levarei o cofrinho de volta. Mas se o botão for pressionado receberão seu milhão de dólares livres de impostos.

Ao ouvir a leitura do cartão a mulher perdeu a pressa e abriu lentamente a portinha do pequeno cofre vendo lá dentro a trave que liberava a proteção de vidro. Apertou a trave e ela se abriu deixando a mostra o pequeno botão.

Olhou por instantes e depois de alguns minutos baixou o protetor de vidro e o travou, em seguida trancou o cofrinho e o guardou em um armário. Ambos verificaram que de fato, o botão era um acionador e poderia inclusive ser uma bomba. Quedaram-se meditativos, assustados e se perguntando:

- Por que alguém faria isso? Só pode ser brincadeira de mau gosto! E interrogações não faltavam. Durante as horas seguintes mil pensamentos cruzavam seus neurônios em milésimos de segundos. De qualquer forma teriam 24 horas para decidir, e da sua decisão resultaria grande benefício pessoal, tendo como contratempo o assassinato de alguém em algum lugar. 

Contudo eles ficariam definitivamente ricos.

Mas poderiam recusar a oferta e devolver o cofrinho intacto, mesmo por que o dinheiro não era tudo e já possuíam o necessário.

Contudo, a partir daquele instante, o tempo se escoava lentamente, enquanto o nervosismo aumentava a ansiedade do casal.

Antes que se completasse às 24 horas, a ansiedade exerceu seu domínio e dezenas de vezes retiraram o cofrinho do armário e colocaram no centro de uma pequena mesa, de forma que cada um ficava de frente para o outro com ele aberto e a cúpula de vidro agora levantada. 

E ficavam olhando aquele botãozinho convidativo.

Dizia um:

- Se acionarmos esse botão, e recebermos mesmo este milhão de dólares, poderemos fazer muita coisa boa, inclusive mudar toda a nossa vida e gozá-la sem preocupações com mais nada.

O outro rebatia:

- É verdade! Mas teremos matado alguém que talvez não conheçamos e que não poderá ser culpado pelo nosso ato. E eles fixavam o olhar naquele tentador dispositivo que ficava a distância de um braço.

Até que faltando apenas vinte minutos para se esgotar o tempo determinado, não resistindo mais a tentação...

...Um comentou:

- Isto não passa de uma brincadeira maluca e de mau gosto. Quem teria tanto dinheiro para um projeto tão sem sentido? Há somente nós dois aqui nesta sala... Quem iria saber que alguém tocou este botão?

Em seguida pegou o cofrinho, deu-lhe uma sacudidela de desagrado e entre a angústia da decisão e a segurança da família levantou-se e o guardou no armário voltando a sentar, ficando em meditação.

No momento exato em que se completava às 24 horas, ouviram a campainha. Eles se assustaram ao abrir a porta e se deparar com um homem alto, de terno azul e olhar sereno postado a sua frente.

A mulher reconheceu o veículo ali estacionado, e percebeu ser o mesmo que viu se afastando no dia anterior.

- Disse o visitante, vim recolher o pacote já que o acionador do cofrinho não foi utilizado. Assustados eles o convidaram para entrar e sentar. Quando já estava sentado, abriu uma maleta que conduzia a mão, lhes mostrando bem arrumadinhos, Um milhão de dólares dizendo, este seria o seu prêmio, "felizmente vocês o recusaram".

Surpresos perguntaram-lhe:

- Como o senhor sabe que não tocamos no acionador?

Ele lhes respondeu:

- Tenho olhos e ouvidos em todos os lugares, tudo e todos são permanentemente monitorados, e isto responde a sua pergunta sobre como sei que não tocaram no acionador. Para o Senhor do Universo, nada está oculto e seus mensageiros, embora não os vejam, estão em toda parte.

- Este dinheiro tão tentador, livre de todos os impostos, se a sua decisão tivesse sido outra, lhe seria entregue aqui e agora, mas, como contratempo receberiam pesado fardo de sofrimentos até seus últimos dias, com sérios reflexos do outro lado da vida, pois, cada centavo estaria manchado de sangue e o que parecia ser um gozo, resultaria em quimera, ilusão temporal.

- Venho das estrelas, e lá sabemos tudo que se passa com cada ser humano, seus atos, suas desditas e seus acertos passados e presentes.

- Observando sua conduta atual podemos prever como será o seu futuro. Entretanto essa previsão não é conclusiva, por que o futuro não está escrito, podendo acontecer conforme a previsão ou não. Tudo depende do procedimento de cada um no dia a dia. Haverá sempre dois caminhos, e a opção de escolher um ou outro é pessoal e intransferível. Inexoravelmente o autor receberá o retorno por força da sua opção.

- Mas com sua sábia decisão, que normalmente acontece com um casal em cada milhão, vocês não sucumbiram a tentação, e além de salvar a si, desviando-se de tenebroso futuro, também evitaram amarguras seculares para seus semelhantes.

A D E U S.
Escrito por Vicente Almeida
13/08/2012

domingo, 12 de agosto de 2012

ESPERTEZA MATUTA - Por Vicente Almeida


SÓ PRA DESOPILAR

Conta a história, que esse causo se deu no tempo do mil réis, no início do século XVIII em uma cidadezinha pra lá de onde Judas perdeu as botas, no tempo em que com exceção dos escravos, o único meio de transportes de cargas e passageiros era o animal, por sinal muito valorizado naqueles tempos.

Um simplório matuto, com sérias dificuldades econômicas resolveu vender o único bem que possuía: A sua burrinha. Chamou o seu compadre e lhe ofereceu por um mil réis - bastante dinheiro para a época.

O compadre mais arremedeado, comprou e pagou dizendo, amanhã levo a burrinha.

E no outro dia cedo chegou à casa do cumpade, e mantiveram o seguinte diálogo:

- Cumpade, vim buscar minha burrinha!

- Cumpade, ela morreu onte de noitinha, e tá lá no pasto pra ser enterrada!

- Antonce me devorve o meu dinheiro!

- Num posso, gastei onte mermo!

- Antonce quero levar minha burrinha!

- Mais ela tá morta, exclamou o outro!

- Levo assim mermo e vou rifá. Falou sério o cumpade comprador. Em seguida pegou uma velha carroça, botou a burrinha em cima e saiu.
***
Um mês depois se encontraram e o vendedor perguntou.

- Cumpade e a burrinha?

- Ora botei na rifa. Fiz cem biête dizendo que ela tava no pasto. Vendi noventa e nove biêtes, apurei nove mil e novecentos réis.

Dispois do sorteio fui com o ganhador buscar lá no pasto. Quando chegamo lá foi aquela supresa, ela tava morta!

- Mas cumpade e num deu uma grande briga não!

- Deu sim, que eu podia fazer né? Antonce mode sê onesto, eu devorvi os cem réis do biête dele e fui enterrar a burrinha!

Escrita por Vicente Almeida
12/08/2012