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O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CRIANÇAS - ENCANTOS DA VIDA - Por Vicente Almeida

SOBRINHOS, FILHOS OU NETOS!?

...Elas nos surpreendem. Nos trazem uma alegria indescritível, e às vezes nos colocam em situações vexatórias por sua extremada sinceridade. É ilusão pensar que a criança brincando lá no cantinho da sala, não está atenta aos mínimos detalhes de nossas conversas.

COMO SOBRINHOS...

... Provocam grandes desdobramentos dos titios que tudo fazem para agradar;

COMO FILHOS...

...São eles a razão da nossa vida, a força motriz do nosso trabalho, um motivo para chegar mais cedo em casa;

COMO NETOS...

...Ahhhh!!! Aqui vou deixar os avós com água na boca. Falar sobre netos é como descrever um anjo que chega ao nosso lar, se abanca e passa a nos envolver com laços de ternura e paz, exercendo em nós, os avôs um fascínio e domínio nunca antes imaginados.

Nossos filhos às vezes implicam, afirmando que estamos botando seus filhos a perder, prejudicando sua educação. Isto não é verdade gente, e creio que todos os avôs concordam. Eles às vezes querem abusar de nossos netos impondo situações que excedem a compreensão da criança. Por isso mesmo, muitas vezes  corremos em seu socorro.

Os pais podem até ficar tiririca de raiva. – nada a ver com um Deputado que existe por ai. E daí? O neto é nosso, portanto, queremos amá-lo com o ardor da nossa maturidade e os envolver com o carinho que não tivemos tempo de passar aos filhos.

Explico: Quando nossos filhos começaram a nascer, era ainda o tempo da nossa juventude, das nossas grandes lutas para obtenção do necessário à sua alimentação, educação, saúde e lazer, além das informações sistemáticas que devíamos lhes passar no correr do tempo, para que se tornassem dignos e preparados para a vida.

Assim, nem sempre tivemos tempo para eles. Melhor dizendo: não tínhamos experência como hoje, e muitas vezes faltamos naquilo que eles mais queriam, que era brincar um pouquinho conosco. Entretanto, muitos de nós conseguimos realizar nossa missão.

Quando inesperadamente, melhor dizendo: quando ansiosamente aguardados, os netos começam a chegar, nos encontramos misteriosamente preparados para a curtição, e com bastante tempo.

Ai voltamos a ser crianças, ficamos bestificados. Tudo que um neto faz é motivo de prazer para os avôs. A gente sente o coração rejuvenescer. É a mais pura terapia.

Não há terapia maior nem melhor do que ver e participar das proezas de um neto: A dor de cabeça passa, as pernas já não doem, a raiva?Nem sabemos onde foi parar, a preocupação da vida é amenizada. E sabe por quê? Pela alegria que eles nos injetam. A sua simples presença faz nossos olhos brilharem como nos tempos de enamorados.

Estou falando como vejo e sinto, não sei se outros avôs e avós compartilham meu ponto de vista.

Tenho seis filhos e dez netos. A minha neta mais nova é a Beatriz de sete meses, filha do meu caçula, mas já apronta. A neta anterior é a Júlia com quatro anos, e mora distante da nossa casa uns cinqüenta metros apenas. Ela passa grande parte do seu tempo conosco e a gente brinca e se curte de montão.

Júlia não gosta de afagos excessivos: Certo dia, estávamos deitados em nossa cama, ela veio e deitou no centro e ficou brincando conosco. A minha esposa começou a mexer demais com ela. Era uns agarrados e adulações exagerados (coisas de avó) e ela gritava:

- Me solta vó! me soltaaaa!

Até que a avó a soltou. Então ela se virou para o meu lado e disse:

- Me abaça vô, me abaça! (na verdade ela queria dizer: Me abraça).

Tem coisa mais cativante?

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Outro dia a Júlia teve um sério atrito com a mãe, chegando a receber um corretivo. Chorando e soluçando dizia:

- Bem que eu queria ter nascido era da barriga de meu avô e morar lá na casa dele!

A mãe, ainda irritada, exclamou:

- então vá pra lá! Oras!!!

Ela não contou conversa, juntou tudo que tinha de pelúcia como se essa fosse a sua bagagem, pôs em uma sacola e veio aqui pra casa!

Júlia aos quatro anos, com a mãe
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Neto é normalmente assim: Ousado, Atrevido e Confiante se o avô tiver por perto, é claro.


Escrito por Vicente Almeida
21/09/2012

2 comentários:

  1. Essa experiência não tenho e nem vou ter jamais.
    Filhos, só os agregados e aqueles que com a gente mora determinado período.
    Netos, só os sobrinhos-netos. Esses parecem que a gente se apega mais. Porque será?
    A convivência com as crianças nos deixa abismados. Cada uma que sai! Pode até imaginar. Achei interessante a confiança da sua netinha em querer morar com o avô. Agora sair da barriga, é hilário!!!!!!!!!!!!
    É isso ai meu amigo. Sua familia deve sentir orgulho dos ancestrais. Parabénsw por mostrar para seus comentaristas do LABORATÓRIO, um pouco dos ALMEIDAS!
    O abraço deve ter sido de tal forma que superou todas as carências de uma criança quando quer se voltar contra as regras ditadas pelas mães!!!!!!!!!!!

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  2. Eh...

    FIDERALINA:

    Você que já conhece minha família fica bem mais fácil entender por que a Júlia queria ter nascido da minha barriga.

    Quanto a dizer que não tem experiência, não concordo, você tem a´te demais para dar e vender, pois, não sendo mãe e amando como ama os seus, na verdade é três em uma: Mãe Tia e Avó.

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