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O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

sábado, 1 de setembro de 2012

MÃE, DOCE E TERNA PALAVRA - Por Valdênia Almeida


DIA DAS MÃES

Diante de tanta solidariedade às mães
Venho também prestar minha homenagem
A mãe cujo filho lhe enriquece a alma
Mas, lembrando também nesta postagem
A amargura do coração materno que entristecida
Foi pelo filho abandonada e esquecida
Não sabe onde anda, qual é sua paragem.

Sim... Rogo a Deus, paz e vida longa
Para todas as mães desta sofrida terra
Mas, sem esquecer aquela mãe pelos anos carcomida
Sofrendo pelo filho que perdeu na guerra
E a enfermidade deste outro já quase sem vida
Ela ao pé da sua cama de si mesma esquecida
Chorando de dor... Seu coração de mãe não erra.

Muitas mães transbordam de alegria
Com tudo que o filho em tenra idade apronta
Já aquela outra amanhece o dia
A porta da prisão assim que o sol desponta
Para ver o filho amado
Ali confinado
Por motivos que ela nem faz conta

O amor pelas mães enriquece as lojas
Onde os filhos lhes compram o presente pioneiro
Já na casa de outras mães o filho chora
E elas com eles choram o desespero
De não ter o alimento necessário
A panela vazia, o coração cheio de amor e solitário
No fogão só cinzas fogo apagado e sem braseiro.


E hoje as mães recebem muitos abraços
Carinhos e beijos de modo ardente
Bem podiam retribuir em orações
Hoje... Neste dia somente
Em benefício das mães que vivem em constante luta
Sem lamentar o cansaço da labuta
A orar pelos filhos de forma permanente

Se perguntas: Onde estão essas mães que não se vê,
Andando nas ruas, nas praças, em qualquer parte?
Responderei: Como operárias ou domésticas
O tempo não lhes dá chances de compras e desta arte
Vivem no silêncio do anonimato, no trabalho honrado
Conduzindo no regaço do coração o filho amado
Finalmente te digo: Mãe assim existe em toda parte.

Escrito por Valdênia Almeida
01/09/2012

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