OBRIGADO PELA VISITA

O LABORATÓRIO SIDERAL leva até você, somente POSTAGENS de cunho cultural e educativo, que trata do universo; das gentes; das lendas; das religiões e seus mitos, e de forma especial, dos grandes mistérios que envolvem nosso passado. Contém também muitos textos para sua meditação. Tarefa difícil, mas atraente. Neste Blog não há bloqueio para comentários sobre qualquer postagem.

A FOTO ACIMA É A VISÃO QUE TEMOS DA CHAPADA DO ARARIPE, A PARTIR DA NOSSA "VILA ENCANTADA".

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PAVÃO MISTERIOSO - Por Valdênia Almeida

E OS MATUTOS MORAVAM NA CAPITAL

Moro na chácara "Vila Encantada" aqui no Crato, onde crio muitas galinhas caipiras soltas no quintal.

Tenho cinco filhos que moram na mesma chácara com seus filhotes. Ao todo tenho dez netos, sendo que dois deles, o Rafael e o Filipe, moram em São Paulo com minha filha mais velha, e de tempos em tempos passam suas férias aqui.

Em matéria de conhecimento rural o Rafael e o Filipe são quase zero. Dizem que matuto é aquele que mora no sítio. Mas não parece!

Veja minha pequena história vivenciada com os paulistinhas em 2009.
Certo dia pela manhã, apareceu no meu quintal um pavão maravilhoso que deixou o galo e as galinhas fazendo muitos co co ri cós de admiração ao fazer roda se exibindo para aquela platéia.

Fiquei encantada com aquela visão, e lamentei os meus netos não estarem em casa para ver o espetáculo. Eles nunca haviam visto um pavão.

No dia seguinte cedinho, a mesma coisa, o pavão veio nos visitar, fez o seu show e os meus netos não viram, pois ainda estavam no colégio, e os paulistinhas dormindo. Assim foi a semana toda!

No sábado pela manhã o pavão atrasou. Estavam eles já acordados, na maior algazarra jogando bola num campinho improvisado e eu na cozinha fazendo o almoço, quando de repente se fez um silêncio total. Ai pensei: “Será que o pavão voltou”?

Daí a pouco entra na cozinha o Filipe de sete anos, meu neto mais corajoso e com ar preocupado, muito desconfiado, e cruzando as mãos sobre o peito fazendo girar os polegares passando um pelo outro, postou-se ao meu lado e falou: “Vóóó, o teu frango chegou ali fora com um feixe de capim nas costas!”

- Ele realmente não conhecia aquela ave.
E o pavão com o passar do tempo, ficou manso e encantava a todos com a sua dança, até que um dia desapareceu misteriosamente e nunca mais voltou.
Escrito por Valdênia Almeida
25/09/2012

3 comentários:

  1. Valdenia, quanto carinho, quanto falas dos seus netos: nos brinde mais, com suas historias; pra mim particularmente, me faz muito bem, adorei. Parabéns. Abraço fraterno. Fatima Bezerra Cordeiro.

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  2. Pois é Fátima. Este episódio aconteceu com meus netos residentes em São Paulo. Até mesmo um camaleão, que meu genro capturou e trouxe para lhes mostrar, eles se assustaram. Diziam que era um filhote de dinossauro, e não estavam brincando.

    Valdênia Almeida

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  3. Valdênia:

    Não é à toa que Fagner gravou uma música entitulada "PAVÃO MISTERIOSO".
    Esse frango batizado por Felipe, trazendo tanto capim deu o que falar.
    Como a gente sente a inocência de uma criança!
    Gostei de ver que está postando seus escritos. Legal.
    Caso consiga, poste o clip de Fagner. É linda a canção, que, aliás deve conhecer.

    Ele fala de um pássaro frondoso e do mistério do seu voar..
    Um abração: Fideralina..

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